Pesquisar



> Notícias > Primeira escola para crianças autistas abriu na Sobreda da Caparica
Share |
Enviar a um(a) amigo(a)E-mail      ImprimirImprimir      FavoritosFavoritos      Adicionar comentárioComentários

Primeira escola para crianças autistas abriu na Sobreda da Caparica


A “primeira escola para crianças autistas do país” abriu na Sobreda da Caparica. Albertina Marçal, uma das responsáveis pela criação da escola e fundadora da Associação Portuguesa para o Síndrome de Asperger (APSA), refere que vai ser implementado pela primeira vez em Portugal o tratamento ABA (Applied Behavioural Analysis), “um método inovador e reconhecido internacionalmente pela comunidade científica como o melhor” e que tem um “índice de sucesso de 40 por cento”.


Albertina Marçal explica que “o projecto nasceu de uma visita à escola ABC Real Sacramento, nos Estados Unidos”, onde “gostou tanto do que viu que não conseguiu ficar em indiferente à ideia de trazer qualquer coisa para Portugal”, país onde “não existem medidas específicas” para enfrentar esta doença. Albertina Marçal, que é mãe de um menino com síndrome de Asperger, confessa que “as coisas na educação especial são cada vez mais complicadas”. “Em Portugal, as pessoas com situações difíceis ainda têm que batalhar pelo que é melhor para os seus filhos”, conclui.

 

A turma irá acolher um máximo de dez crianças, tendo de momento quatro vagas por preencher. Albertina Marçal revela que “tem havido muita gente interessada”, mas muitos acabam por “desistir por o preço ser demasiado alto”. O custo por aluno é de mil euros mensais, mas se não houvesse o apoio de mecenas poderiam ser “cinco mil euros, só para pagar as despesas dos técnicos”. Os objectivos passam então por “arranjar mais mecenas, porque os apoios existentes são muito poucos” e “passar a mensagem a todos os pais, para que estejam informados”. Albertina Marçal “espera que possa haver uma cooperação com o ministério da Educação” no futuro, até porque eles “sabem deste projecto desde sempre”.

 

A escola funcionará nas instalações do colégio Campo das Flores, na Sobreda da Caparica, que cedeu gratuitamente uma sala construída de raiz, por um período de “dois anos”. Albertina Marçal confessa que a escolha pelo colégio foi uma “mera casualidade” e acabou por ser “a primeira de algumas opções”. Entretanto, “já houve mais colégios a disponibilizarem instalações”, mas Albertina Marçal refere que, para já, “a associação não tem capacidade para mais”.


Pedro Soares - 02-10-2008 10:03

Share |
Enviar a um(a) amigo(a)E-mail      ImprimirImprimir      FavoritosFavoritos      Adicionar comentárioComentários

Artigos Relacionados...

“Escola Alerta” desperta consciências para inclusão de deficientes

A avaliação dos professores em tempos passados

Com os olhos na Educação Especial!

Combate à SIDA e à discriminação - um imperativo em Portugal

Escola Primária em Ermidas no centro de guerra partidária



Veja também...

Segunda edição da Eurovision Party recebe “ídolo” Carlos Costa

Partilha de manuais no Seixal já poupou quase 70 mil euros

Trabalhadores da Autoeuropa esperam ganhos acima da inflação

Novo edifício da câmara é “marco histórico na vida” do Seixal

PP enaltece estratégia de expansão de cuidados paliativos do HLA