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Câmara de Setúbal quer devolver “dignidade” ao centro histórico


A Câmara Municipal de Setúbal quer devolver ao centro histórico da cidade “a dignidade que merece”, através de duas candidaturas de intervenção na zona. Na apresentação pública do Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Setúbal e do Plano de Intervenção do Centro Histórico de Setúbal, a edil setubalense, Maria das Dores Meira, revelou que estas são “o início de uma abordagem integrada do centro histórico”, através de “estratégias de planeamento e revitalização de um território importante” da cidade, “invertendo uma lógica de continuada degradação”.


O Programa de Regeneração Urbana do Centro Histórico de Setúbal foi “uma candidatura feita em tempo recorde pela câmara setubalense e doze entidades em conjunto”, da qual ainda não foi conhecido o resultado. Através de “um investimento maioritariamente público”, pretende-se “incentivar outros investimentos privados, reinventar factores de atractividade e centralidade e criar novas modalidades de gestão” para o centro histórico.

 

Maria das Dores Meira considera que este é um “acontecimento da maior importância para Setúbal e para a região”, que conjugado com o plano integrado de valorização da zona ribeirinha e o Polis, vai “transformar de forma significativa a malha urbana mais antiga e melhorar a qualidade de fruição desses espaços”. Esta candidatura conta com nove projectos elegíveis, dos quais a edil setubalense destaca “com satisfação particular”, a recuperação do convento de Jesus, que irá “levar ao fim do impasse que levou ao encerramento de um património de interesse nacional por vinte anos”.

 

Os outros projectos são a renovação do largo de Jesus, a instalação de um ninho de empresas no mercado do Livramento, a construção da casa da cultura, a requalificação do bairro do Troino, a valorização do miradouro das Fontaínhas, a valorização da casa do Corpo Santo, a implantação de sinalética turística e a publicação de um manual de boas práticas no centro histórico. A estes junta-se também a modernização do fórum Luísa Todi, actualmente a decorrer. No total, o investimento rondará 10 milhões e 280 mil euros.

 

Quanto ao Plano de Intervenção do Centro Histórico de Setúbal, que começará a ser implementado no terreno pelo Serviço Municipal de Protecção Civil e Bombeiros, fará a sua actuação ao nível da segurança. Pretende-se, segundo a presidente setubalense, “melhorar a eficiência e eficácia de resposta em situações de emergência, como inundações, sismos e incêndios”. Para além da instalação de um sistema de sinalização, informação e comunicação e a aquisição de novos equipamentos, está prevista a criação de brigadas de apoio local, que serão constituídas por residentes preparados para fazer uma primeira intervenção antes da chegada dos bombeiros. Esta candidatura, já aprovada, tem um prazo previsto de dois anos e um investimento total de 650 mil euros.


Pedro Soares e Jorge Faria - 02-04-2009 19:52

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