Acordo implementa inventário regional de moinhos
A Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT) e a Etnoideia, a detentora do projecto da Rede Portuguesa de Moinhos, acordaram a implementação de um inventário regional de moinhos, cuja informação incidirá sobre estes imóveis, de maré e de vento, situados em mais de cinquenta concelhos da região de Lisboa e Vale do Tejo. Para Jorge Miranda, da Rede Portuguesa de Moinhos, o inventário “cria um instrumento de planeamento importante, com todas as informações necessárias, ao alcance das autarquias e dos cidadãos”.
A inventariação destes moinhos será feita de modo a deixar perceptíveis, na opinião de Luís Marques, director regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo, “as patologias dos imóveis em questão”, podendo efectuar-se, numa fase posterior, intervenções naqueles que apresentarem mais riscos, mediante “inúmeras e variadas opções a serem tomadas nos territórios”, embora tal “não esteja a ser equacionado nesta fase”. Para o director da DRCLVT, a “área da península de Setúbal tem muitos moinhos”, pelo que seria um “erro deixar de intervir nestas áreas”.
Luís Marques, que considera que o apoio das autarquias nesta matéria “será bastante importante”, dá o exemplo da autarquia do Montijo, cuja “intervenção recente foi exemplar”, para explicitar a recuperação dos moinhos do Esteval e da Maré e a organização do primeiro encontro, à escala nacional, sobre molinologia. Apesar de o director da DRCLVT não falar de moinhos em específico, por “não querer sobrevalorizar ou desvalorizar os demais”, Jorge Miranda afirma que este inventário vai abranger, além de outros, os chamados moinhos de referência, situados em Corroios, Seixal, Barreiro, Alhos Vedros, Mourisca e, igualmente, os da Serra do Louro.
“As autarquias vão ganhar um enorme conhecimento especializado destas matérias”, frisa Jorge Miranda, que esclarece ainda que, para a concretização deste acordo, não serão canalizados grandes investimentos, uma vez que serão usados “recursos humanos” que já trabalham na área. De acordo com o protocolo a que o “Setúbal na Rede” teve acesso, à DRCLVT competirá, entre outras, “apoiar e realizar eventos” e a Etnoideia responsabilizar-se-á, além de outras, pela “realização de eventos promocionais junto dos públicos” e pela “disponibilização dos dados que forem sendo canalizados na inventariação dos moinhos”.
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