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Ministro da Justiça elogia projecto Hortas Solidárias
Alberto Costa, ministro da Justiça, considera que o projecto Hortas Solidárias, que coloca “reclusos a produzir bens agrícolas para instituições e famílias carenciadas”, tem “vantagens para o sistema prisional português”, na medida em que vocaciona o mesmo no “sentido da reinserção social”. Em visita à Horta Solidária do estabelecimento prisional de Setúbal, que “já produziu mais de vinte toneladas de alimentos”, o ministro refere que o balanço, ao fim dos primeiros seis meses de actividade, “é bastante positivo” e promete estender o projecto a mais estabelecimentos prisionais. Este projecto, que resulta de um acordo de cooperação entre a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, pretende recolher, até ao final do ano, “cerca de 400 toneladas de alimentos nos três estabelecimentos em funcionamento”, doando parte das mesmas a cento e setenta instituições de Setúbal, nomeadamente cresces, lares de idosos e instituições particulares de solidariedade social. De acordo com Maria Jonet, directora do Banco Alimentar contra a Fome, o projecto “é extraordinário, pelo que tem de integrador”. “Os reclusos podem adquirir conhecimentos e ter uma tarefa ocupacional, humanizando-se”, reitera. “Esta é uma cadeia de solidariedade que se completa”, frisa ainda Maria Jonet. A directora do Banco Alimentar contra a Fome salienta também que “as parcerias estabelecidas serão para continuar”. O projecto da Horta Solidária do Estabelecimento Prisional de Setúbal contempla uma equipa residente de oito reclusos, sendo que cada um destes “tem um plano individual de reabilitação, não tendo grades a constrangê-los”. “O protocolo foi assinado no final de Dezembro do ano de 2008 e os reclusos estão a trabalhar em regime voluntário”, esclarece Maria Jonet. Deste projecto, fazem ainda parte a Caixa de Crédito Agrícola da Costa Azul e a Syngenta, uma empresa “empenhada no desenvolvimento de uma agricultura sustentável”. Na opinião de André Pozza, director desta última, este é um “projecto inovador porque conseguiu envolver empresas privadas”. Além disso, não “há manipulação da produção”, dado que se quer produzir alimentos “que realmente alimentem as pessoas”. “É tudo feito à mão com carinho”, conclui. |
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Bruno Cardoso e Alexandra Matos - 02-07-2009 17:39 |
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