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Joaquim Batalha diz que Montijo “não necessita de tanto betão”
Joaquim Batalha, candidato pela CDU à câmara do Montijo, considerou, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, que o município “não necessita de tanto betão”. Na sua opinião, o Montijo é, neste momento, um “dormitório”, devido à construção que foi feita e à diferença de nível dos transportes, o que faz com que o concelho esteja “desertificado e a população fuja da cidade”, onde o centro histórico “desapareceu em termos comerciais” e as pessoas “deslocam-se agora para o Fórum Montijo”. Além disso, lamenta as zonas verdes insuficientes e que o município tenha “pouca qualidade de vida”. O candidato comunista critica o actual executivo PS na autarquia do Montijo por ser o “culpado” dessa situação, acusando-o de “arrogância” e de “não conseguir viver em democracia”. A passagem do cais fluvial para o Seixalinho é um dos exemplos de acções que provocaram essa desertificação, uma vez que foi “um grande erro”. “A deslocalização do cais prejudica a população e só é benéfico para a empresa”, conclui.
Joaquim Batalha lamenta ainda que o “boom imobiliário” no Montijo, após a construção da ponte Vasco da Gama e que tinha sido “previsto” pelo anterior executivo da CDU, não tenha sido “acautelado”. Além disso, considera que os municípios “deviam ter mais autonomia para cumprirem as suas políticas e não estarem tão dependentes” das receitas do mercado imobiliário. O “grande problema” deste crescimento urbanístico tem sido ainda o pouco crescimento das infra-estruturas, que não tem sido proporcional.
Nesta perspectva, Joaquim Batalha defende um novo hospital para o concelho, que não foi possível até agora por “questões políticas e partidárias”. “A culpa é da presidente da câmara, que diz que o actual hospital chega e não quis que houvesse movimentos de cidadãos para um novo”, esclarece o candidato comunista, lamentando que não seja possível acontecer o mesmo que se passou no Seixal, onde o novo hospital “não era viável, mas a autarquia e a população movimentaram-se” para que se tornasse uma realidade.
Quanto aos investimentos previstos para a região por parte da administração central, Joaquim Batalha considera que o Montijo “precisa que haja um controlo do seu desenvolvimento”, com “atenção às questões ambientais”. “O Montijo precisa de ser apetecível”, sublinha, sugerindo a “articulação harmoniosa” entre a parte turística e patrimonial, para “criar um fluxo de mais valias e para manter a identidade cultural do concelho”. |
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Pedro Soares - 27-08-2009 17:28 |
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