Jorge Santana desconfia da “campanha riquíssima” de Dores Meira
Jorge Santana, candidato pelo PSD à câmara de Setúbal, desconfia da “campanha riquíssima” que está a ser feita pela actual executiva camarária e candidata ao mesmo cargo pela CDU, Maria das Dores Meira. O candidato social-democrata acredita que esta “está desesperada com a mais que provável perda de liderança” e lembra ainda que a actual edil “não ganhou em termos eleitorais”, especulando que o conseguiu através de “golpadas internas nunca explicadas”.
Sobre a campanha da candidata da CDU, Jorge Santana afiança que Maria das Dores Meira continua a mover-se com “gastos desmedidos, em horário da câmara e com aparato para lhe dar visibilidade”. “Como se Setúbal fosse um condado e Maria das Dores Meira a condessa”, critica, acrescentando que “parece que está no tempo da monarquia quando se devia estar em contenção”.
O candidato do PSD está “preocupado com o descalabro financeiro” em que se encontra o município lembrando que os “compromissos assumidos e não pagos, até ao dia trinta de Junho de 2009, eram de trinta milhões de euros”. Somados os trinta milhões ainda em dívida e os vinte e sete milhões de euros já pagos, o PSD assegura que “a meio do actual ano já estavam comprometidos, pela câmara, 57 milhões de euros”. Jorge Santana afirma ainda que “é conhecido o orçamento fantasiado pela CDU” em cerca de “95 milhões de euros”, mas que também “é sabido que 25 milhões de euros da receita prevista não é realizável”. Caso Jorge Santana ganhe as eleições, a onze de Outubro, garante que “fará uma auditoria independente às contas do município”.
Alguns projectos do actual executivo são também alvo de críticas por parte do candidato social-democrata. Sobre a instalação da escola de hotelaria no Quartel do 11, Jorge Santana assegura que foi uma “forma de levar para ali investimento e pagar as obras”. O candidato considera que esta zona deveria ser “um espaço dedicado ao turismo, à cultura e ao comércio”, como uma “porta de entrada da cidade”. Para Jorge Santana, a “venda de lotes com viabilidade construtiva na zona ribeirinha, através da Setúbal Polis” serve para “pagar as obras sumptuárias e desnecessárias na Avenida Luísa Todi”.
O lote que está entaipado, na zona atrás do tribunal, para obras com o propósito de serem realizadas investigações arqueológicas é também alvo de críticas. Jorge Santana perspectiva que ali se queira “construir um edifício de quatro pisos” e assegura que, quando estiver na liderança do executivo, “serão prestadas contas sobre o que está a ser tirado aos setubalenses”. Em relação à reabilitação do Fórum Luísa Todi, o candidato social-democrata nota que “não foram feitos os estudos preliminares necessários” e que por isso “a obra já sofreu inúmeras alterações”.
“A forma como a câmara não assume a sua responsabilidade de dono de obra” é também censurada por Jorge Santana que afiança que o executivo se tem “escondido atrás de uma Liga de Amigos do Fórum”. Além disso, o candidato lamenta que o atraso desta obra tenha “posto em causa a realização do Festróia”. “Não é com mecenas nem com amigos que estas coisas se fazem”, conclui. Até ao momento, Maria das Dores Meira não esteve disponível para prestar declarações sobre este assunto ao "Setúbal na Rede".
|