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António Duro diz que executivo da Moita está “esgotado”
António Duro, candidato pelo PS à Moita, referiu, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, que o actual executivo comunista da câmara está “esgotado, com ideias gastas e já ninguém acredita nele”. Além disso, revela que, em conversa com a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, esta lhe disse que a autarquia da Moita era das mais “desinteressadas e menos reivindicativas” de todas. Por isso, confessa “surpresa” pela recandidatura do actual presidente, João Lobo. Assim, o candidato socialista considera que “não há obra digna de registo nos últimos oito anos”, dando o exemplo de que as únicas obras feitas no concelho nesse período foram promovidas pelo Estado, como a electrificação da linha do Sado. Por isso, confessa ter “muitas dúvidas” se a Moita, com o actual executivo, estará preparada para enfrentar os “novos desafios” que resultarão dos grandes investimentos previstos pela administração central para a região, como o novo aeroporto ou a plataforma logística do Poceirão.
Garantindo que não vê que a região tenha sido penalizada pelos diferentes governos nos últimos anos, António Duro refere que os projectos anunciados para a península de Setúbal são “necessários para inverter a crise enorme”. No entanto, apesar de reconhecer que a crise “existe para todas as autarquias e partidos”, o candidato socialista acusa a câmara da Moita de não ter “acautelado o futuro”, com um procedimento que apelida de “chapa ganha, chapa gasta”, ou seja, “gastando mal, no que faz vista e não no que faz falta”.
A culpa é da “falta de um desenvolvimento equilibrado”, em que “não se fez nada para atrair empresas”, apostando apenas na “construção desenfreada” e nas suas receitas. Considerando que agora “não há mais meios de subsistência”, António Duro realça a revisão do Plano Director Municipal (PDM) da Moita, que “alarga a construção para as zonas rurais”, de forma a ser “uma safa” às dificuldades financeiras da autarquia. “A revisão do PDM não inverte as políticas erradas e não traz qualquer desenvolvimento”, conclui.
No entanto, o candidato socialsta considera que “ainda há capacidade para atrair empresas”, defendendo uma “aposta no turismo e lazer”, que é possível com as “novas infra-estruturas previstas” para a região e com o projecto do Arco Ribeirinho Sul, que poderá fazer da zona um “ex-libris”. António Duro quer ainda reverter a “desertificação do centro histórico, que não viabiliza o comércio tradicional”, através de programas com os proprietários e o Estado. “A câmara tem deixado passar todos os quadros de apoio”, acusa.
Quanto ao Vale da Amoreira, António Duro reconhece que o bairro está “completamente diferente” e tem todas as “condições para evoluir e tornar-se numa freguesia muito importante”. “O bairro não tem nada a ver com o que se pensa”, esclarece. No entanto, entende que o Governo “tem de investir mais depressa” e que a câmara, que “diz sempre que o Estado não cumpre”, tem de ser “mais exigente e ir à luta”. |
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Pedro Soares - 31-08-2009 23:29 |
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