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Mário Nogueira quer que Setúbal seja região autónoma
Mário Nogueira, candidato pelo MPT à Câmara Municipal de Setúbal, considerou, em entrevista ao “Setúbal na Rede”, ser necessária a “regionalização” do país, ao defender a criação da “região autónoma do centro sul” incluindo os actuais distritos Setúbal, Évora e Beja, para que o primeiro não seja “um apêndice de Lisboa”. Na sua opinião, um dos principais problemas de Setúbal é “estar perto demais da capital”, uma vez que é “englobada numa região que não tem nada a ver”. Se o distrito “tivesse autonomia”, o Governo “não tinha chutado a fábrica de pasta de papel para Setúbal”, conclui. Assim, o candidato pelo MPT considera que, caso seja eleito, “tem de fazer em oito anos o que não foi feito em 80”, criticando os partidos que “não têm qualificação para governar Setúbal”, que hoje apenas é conhecida apenas “por tudo o que é errado”. “A câmara ser CDU ou PS não muda nada, é mais do mesmo”, considera, realçando que não se deve “trocar o mau pelo mauzinho, mas sim pelo bom”, que entende ser a sua candidatura. Mário Nogueira defende “mais qualidade” em Setúbal, para que seja possível apostar num turismo qualificado, que é “o que interessa” para a cidade, uma vez que “não interessa disputar o sol e a praia com a Turquia ou Marrocos”, visto que sairia derrotado desse confronto, uma vez que não consegue competir com os preços praticados por esses países. Por isso, é necessário um “turismo de qualidade que traz dinheiro, de cruzeiros, congressos, hotéis de cinco estrelas ou golfe”, realçando o projecto para um terminal de cruzeiros, que já devia ter sido feito “há quarenta anos”, até porque “Setúbal foi beneficiada por Deus na distribuição das potencialidades turísticas”. O turismo é também “o maior gerador de emprego”, realça, apontando ainda que “95 por cento do comércio mundial é feito no mar”. Por isso, considera que os “oito milhões de toneladas do porto de Setúbal é uma piada de mau gosto”, de um porto que está em “subutilização”. Setúbal “tem o melhor porto e não o usa”, conclui, apontando que “só há três navios no porto e são sempre os mesmos”. Além disso, Mário Nogueira critica “a separação da cidade do rio pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS)”, uma vez que esta “tem que se resumir à sua insignificância, porque não pode ser dona de todo o litoral”. Na sua opinião, “está tudo por fazer” em Setúbal e, nomeadamente na área da náutica do lazer, confessa que tem “vergonha” do cenário actual, criticando as “regatas fajutas inventadas pela Sonae para convencer trouxas de que têm vendido muitos apartamentos em Tróia”. O candidato do MPT defende que “tudo o que se faz em Tróia deve-se apoiar em Setúbal e não em Grândola”, manifestando-se “desiludido” com o actual projecto turístico da península, que a transformou “num bairro da freguesia do Carvalhal”. Por isso, entende ser necessário fazer “uma enorme remodelação e recuperação” de Tróia, mas que não revela porque “não foi contratado para ser consultor da Sonae”. |
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Pedro Soares - 08-09-2009 11:05 |
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