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CDU e PS não chegam a entendimento sobre pelouros em Sesimbra


Américo Gegaloto, vereador do PS na Câmara Municipal de Sesimbra, decidiu rejeitar a atribuição dos pelouros da Saúde Pública, do Trânsito e da Toponímia por Augusto Pólvora, presidente reeleito da Câmara Municipal de Sesimbra, depois de não ter havido entendimento nas negociações entre ambos. O edil sesimbrense lamentou, durante a cerimónia em que tomou posse dos destinos da autarquia, que o socialista “tenha recusado as competências propostas”, uma vez que o trabalho autárquico “deve ser feito por todos os eleitos, independentemente das cores partidárias”.


O vereador socialista esclarece que, no âmbito das conversações que teve com Augusto Pólvora, também efectuou contra-propostas, que “não foram aceites pela CDU”. De acordo com Américo Gegaloto, o teor da sua proposta assentava apenas na aceitação de um dos três pelouros, nomeadamente o da Acção Social, o da Juventude ou o das Bbliotecas Municipais. O socialista explica ainda que recusou assumir competências ao nível do trânsito “por existirem um conjunto de questões na assembleia municipal com as quais o PS sempre discordou” e por considerar que as competências que assumiria, ao nível da Saúde Pública na vertente animal e da Toponímia, “não reflectiam a votação do PS nestas eleições”.

 

“Não se consegue compreender como é que ao PSD, que alcançou menos votos que o PS nas autárquicas, tenha sido atribuído os pelouros da Segurança, Protecção Civil, Ambiente e Fiscalização Municipal”, desabafa. Francisco Luís, eleito do PSD para a vereação da câmara sesimbrense, explica que aceitou essas competências, em regime permanente, pelo facto de o seu partido entender que, ao tomar essa decisão, “estava a efectuar uma oposição com responsabilidade e onde se poderia colocar em prática algumas das promessas feitas à população”. Sendo a Segurança, uma das “linhas orientadoras do PSD”, Francisco Luís enfatiza o facto de a autarquia “avançar agora com estudos para saber se existe possibilidade de criar uma polícia municipal ou, em conjunto com outras entidades, reforçar o actual número de efectivos”.

 

Ao nível do ambiente, o social-democrata promete preparar o concelho “para ter a sua “Agenda XXI” local”, de modo a que o município capte “mais turismo e investimento”. A mesma preocupação é partilhada por Augusto Pólvora, que espera que no próximo quadriénio, tenha possibilidade “de incrementar o turismo, apostando igualmente na cultura”. Referindo que os objectivos eleitorais, propostos para o mandato de 2005 a 2009, “tinham sido cumpridos”, o presidente da câmara sesimbrense expressou a sua preocupação com a necessária “contenção de despesas que a autarquia terá de fazer nesta conjuntura económica desfavorável”, esperando, contudo, que os fundos conseguidos no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) “ajudem a autarquia a prosseguir com os seus objectivos”.

 

De entre as metas traçadas, o edil sesimbrense não esquece a expansão e requalificação do parque escolar, “que terá de continuar”, bem como a valorização da lagoa de Albufeira e da praia do Meco e o saneamento na freguesia do Castelo. Relembrando a importância que tem de ser dada à “agricultura, pesca e pastorícia” e os grandes investimentos que se perspectivam para o concelho, como o novo campus de justiça, o centro de saúde da Quinta do Conde ou o hospital Seixal-Sesimbra, Augusto Pólvora realçou que “vai governar para todos, para que o município continue a mexer”.

 

Na ocasião, tomaram igualmente posse os 21 deputados eleitos para a Assembleia Municipal de Sesimbra, que volta a ter como presidente Odete Graça. A assembleia municipal é composta por onze comunistas, cinco socialistas, dois social-democratas, um bloquista, um deputado do Movimento Cívico por Sesimbra e um democrata-cristão. A estes juntam-se Francisco Jesus, Vítor Antunes e Ana Cruz, eleitos pela CDU para as presidências, respectivamente, das juntas de freguesia do Castelo, Quinta do Conde e Santiago.


Bruno Cardoso - 29-10-2009 12:08

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