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Luís Rodrigues quer “reganhar a credibilidade” do PSD em SetúbalLuís Rodrigues, candidato à liderança da distrital do PSD em Setúbal, afirma querer “reganhar” a confiança dos setubalenses e fazer “renascer” o partido social-democrata no distrito. Durante a sessão de apresentação da sua candidatura, Luís Rodrigues criticou os responsáveis políticos distritais por “não conseguiram ao longo de quatro anos criar condições para que todas as estruturas locais trabalhassem em pleno”. Bruno Vitorino, presidente cessante da distrital, afirma “retribuir” as críticas a Luís Rodrigues uma vez que, no seu entender, “desde os últimos trinta anos não tinha havido história de uma secretaria nacional que desrespeitasse tanto as estruturas locais”, referindo-se ao cargo de Luís Rodrigues enquanto secretário-geral adjunto do PSD. A propósito desta questão, Bruno Vitorino afirma que Luís Rodrigues “tinha, do ponto de vista ético, a obrigação de suspender as suas funções enquanto secretário-geral adjunto”, uma vez que “tem responsabilidade ao nível da conversão dos processos eleitorais internos do partido”. “Foram três anos de muitas dificuldades no funcionamento interno do PSD no distrito”, refere, salientado “a falta de apoio” ao partido, que ainda assim “não desmotivou o excelente trabalho realizado e que é reconhecido pela maioria dos militantes”. Luís Rodrigues acusou a distrital de, durante as autárquicas, “ter deixado à sua sorte” os cabeças de lista às câmaras municipais, “depois de terem existido promessas de acompanhamento”. Bruno Vitorino desvaloriza a critica, afirmando ser “uma comentário alheado do que realmente aconteceu”. À margem das observações, Luís Rodrigues, afirma estar “acompanhado por uma equipa composta por homens e mulheres que colocam acima do interesse pessoal, o interesse do partido e do distrito”. O candidato à distrital salienta que os “desafios” que se colocam ao partido “estão relacionados com os problemas que Portugal enfrenta”, referindo a “instabilidade governativa pré-programada pelo partido socialista”. Luís Rodrigues considera o “desemprego galopante acima da média nacional” e a “falta de investimentos básicos”, por exemplo, na área da saúde, como “alguns dos graves problemas que o distrito enfrenta”. “Estes desafios obrigam a que o PSD concentre esforços no combate político ao PS e à CDU”, sublinha. De entre os investimentos estruturantes para o concelho, Luís Rodrigues considera “prioritária” a ampliação do Metro Sul do Tejo, tal como as ligações entre o Seixal e o Barreiro. “É também necessário que se encontre uma política de ordenamento que potencie a consolidação e articulação do arco ribeirinho”, refere, salientando as “ligações entre os pólos urbanos de Almada e Alcochete”. O secretário-geral adjunto do PSD considera que as “infra-estruturas aeroportuárias e novas ferrovias” têm “fortes implicações a nível distrital”, mas “que devem ser projectadas de uma forma racional e não em nome do esbanjar do erário público”. “Os investimentos devem ser feitos quando forem precisos e possíveis”, acrescenta. Luís Rodrigues não deixou de salientar que o PSD, “para além de não ter conseguido melhorar os resultados autárquicos, ainda os reduziu em tempos idos do pós 25 de Abril”, uma ideia também reforçada por Fernando Negrão, mandatário da candidatura, que apelou a que “o PSD se afirme como alternativa no distrito”. Para tal, Fernando Negrão afirma ser necessário que a CDU “deixe de ser considerada como um aliado, porque é um verdadeiro adversário”. “Ao tornar a CDU num aliado, a alternativa passa a ser o PS”, explica. De acordo com Fernando Negrão, “o PSD tem de se colocar no mapa do distrito”, para contrariar “a fraca relevância” que tem tido. A este propósito, Bruno Vitorino afirma fazer “um convite pessoal” ao mandatário da candidatura de Luís Rodrigues, “para que passe mais tempo em Setúbal e possa, dessa forma, melhor conhecer as realidades e problemas do distrito”. A lista de Luís Rodrigues tem, para além de Fernando Negrão, como mandatário, João Tavares, como mandatário da juventude, e Lucília Ferra, como coordenadora do gabinete de estudos. De acordo com Luís Rodrigues, a restante equipa só será conhecida “na próxima semana”. |
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Joana Correia - 13-01-2010 16:55 |
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