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CIMAL diz que traçado Sines-Ermidas é “amigo” do porto de Sines


Carlos Beato, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), considera que o aproveitamento do ramal ferroviário existente entre Sines e Ermidas, em detrimento do proposto pela Refer, que ligaria Sines a Grândola, é a “solução mais amiga” do próprio desenvolvimento do porto de Sines. Em resposta ao presidente da Câmara Municipal de Sines, que confessou ao “Setúbal na Rede” estar “desapontado” com a opção do Governo, Carlos Beato reitera que o melhoramento do ramal actualmente existente é uma decisão “que vai potenciar o crescimento daquela mais-valia sineense”, uma vez que vai permitir escoar os produtos de forma mais rápida e eficaz já daqui a dois anos, “caso se comece a trabalhar nesse sentido imediatamente”.


O autarca, que também acumula funções ao nível da presidência da Câmara Municipal de Grândola, reafirma que o traçado anteriormente proposto pela Refer era altamente “lesivo” para os interesses dos municípios alentejanos, “colocando em causa a própria estratégia delineada pelo Governo, que prevê o desenvolvimento da zona”. “Venceu quem teve os argumentos certos desde a primeira hora e com a decisão do Governo venceram os autarcas alentejanos, as várias associações que se envolveram no processo, os agricultores e os próprios ambientalistas”, afiança Carlos Beato.

 

Escusando-se a entrar em polémicas com Manuel Coelho, o presidente da CIMAL afirma “compreender” a preocupação do edil sineense, embora garanta que o ramal actualmente existente “não vai atirar para as calendas a produção do porto de Sines”. Por isso, Carlos Beato garante que a produção daquele porto vai chegar a “Madrid em menos de dez horas, constituindo-se, desse modo, num significativo avanço face às 22 horas actuais”. O autarca alerta também para o facto de os municípios de Grândola, Sines e Santiago do Cacém encontrarem “uma posição unânime, que não prejudique os seus interesses, nem os do porto de Sines”.

 

Por isso, o autarca apela a que o Governo avance de imediato com as obras de requalificação do ramal Sines-Ermidas de modo a “não comprometer o desenvolvimento do porto de Sines”. “Se a outra opção tivesse ido para a frente, o escoamento dos produtos só poderia ser feito de forma melhor e mais eficaz em seis ou sete anos e isto se o Governo começasse já com a obra”, reforça Carlos Beato.


Bruno Cardoso - 08-03-2010 22:34

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