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1. Uma das queixas mais antigas da cultura setubalense tem sido a falta de mais salas em condições para apresentar e receber espectáculos teatrais. E, actualmente, com as obras no fórum Luísa Todi, a coisa tem piorado. A solução tem passado por umas opções de recurso, umas mais imaginativas do que outras, mas que vão funcionando. E algumas particularmente bem.
O TAS tinha “A lenda da moura encantada” prevista para o fórum, mas acabou por a apresentar na sua própria casa, o mais pequeno (mas acolhedor) Teatro de Bolso; o Teatro do Elefante agarrou no seu novo projecto, a reinterpretação “Moby Dick, sobreviver!”, e levou-a para estrear no Fórum Cultural de Alcochete; e o teatro Fontenova, já habituado a algumas soluções alternativas nos últimos anos – a escola Sebastião da Gama, por exemplo, recebeu o anterior “Oroboro” – montou “Projecto Maria Parda” no antigo Banco de Portugal.
2. As antigas instalações da delegação do Banco de Portugal, na avenida Luísa Todi, são propriedade da Associação Empresarial da Região de Setúbal (AERSET), que as aproveitam para dinamização cultural. No entanto, o espaço é claramente subaproveitado, sem tirar valor e mérito às actividades que por lá têm passado (realce para a exposição “Viver Setúbal - Uma forma de ver a cidade”, que lá esteve patente em Junho último”, um edifício com o valor patrimonial e a dimensão daquele precisa manifestamente de mais. Até porque corre o risco de acabar por se degradar em demasia, uma vez que a data da sua construção remonta a 1922.
3. Tendo em conta o edifício, não poderia ser uma boa solução para albergar o movimento associativo da cidade? Do género de um ninho de empresas, como o que está previsto para a remodelação do Mercado do Livramento, mas para associações. Como é que ele poderia funcionar para ser economicamente viável, isso não sei muito bem, mas que era uma excelente ideia para a revitalização do antigo Banco de Portugal, lá isso era. Fica dada a sugestão.
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