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• 02-03-2012 •
Cultura
por Rui Perpétuo
(Associação Move-a-Mente)


Dia internacional da mulher


No dia 8 de março celebra-se o “Dia Internacional da Mulher”. Este dia foi consagrado pela ONU em 1975 para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres. Com esta crónica, pretendo dar o meu contributo para a sua celebração. É importante relembrar a história que está por trás desde dia e reafirmar o que ele representa para o desenvolvimento da sociedade.


Ao longo da história da humanidade, a mulher tem sido alvo dos mais diversos processos de dominação e exploração. Alguns exemplos: ser consagrado às mulheres “simplesmente” o dever da reprodução biológica e não serem consideradas cidadãs dignas de participar na vida política, serem encaradas como bem e passíveis de negociação económica, serem consideradas bruxas ou mais recentemente e, por detrás de uma chamada igualdade de género, terem menos possibilidades de progressão de carreira e auferirem menos rendimento, para funções semelhantes ao de um homem.

 

Ao longo dos tempos, a mulher tem obtido importantes avanços sociais fruto das vitórias conseguidas em lutas constantes.

 

A consagração do dia 8 de março à celebração do “Dia Internacional da Mulher”, surgiu em 1910 durante II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas e teve como objetivo marcar as lutas das mulheres por melhores condições de trabalho, fim da opressão e direito de voto.

 

Em Portugal, o 25 de abril de 1974 trouxe grandes avanços sociais para a mulher. Até então a repressão política sobre as mulheres, era acentuada ao nível da família, do ensino, da religião e do emprego. O elevado nível de analfabetismo entre os portugueses era muito mais acentuado nas mulheres do que nos homens; votar era um privilégio de um pequeno número de portuguesas; quase não haviam mulheres a desempenhar funções públicas, e muito menos em representação do Estado; Não eram concedidos passaportes e só viajavam com autorização do cônjuge; para além disto, haviam outras situações alvo de muito censura social, tais como, entrar num café, sair à noite, pintar-se, usar calças, fumar ou mostrar alguma pele na praia.

 

A inserção da mulher no mundo do trabalho foi um grande progresso, já que criou, por um lado, condições para a sua emancipação e, por outro lado, representou um contributo valioso e imprescindível para o desenvolvimento do País. No entanto, a mulher portuguesa continua a ser vítima de alguns problemas graves de discriminação que continuam a existir e mesmo a agravar-se no nosso País, nomeadamente em períodos de crise como é aquele que vivemos. Em Portugal, a mulher desempenha um papel insubstituível na geração de riqueza. O nível da escolaridade de população feminina é superior à do homem, no entanto, apesar de possuírem um nível médio de escolaridade superior ao dos homens continuam a ser as mais atingidas pelo desemprego. A nível de remunerações as mulheres continuam as ser sujeitas a elevada discriminação. E estes dados podem ser confirmados ao analisar as Estatísticas do INE.

 

O dia 8 de março deve ser encarado como mais uma etapa da luta das mulheres e não apenas uma simples data comemorativa. No entanto, sou da opinião que a luta das mulheres não deve ser vista de um ponto de vista meramente feminista. A luta das mulheres faz sentido, claro, mas a meu ver deve ser encarado como mais um processo contra qualquer forma de dominação, subordinação, opressão, independentemente do género. Só assim é possível a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Para finalizar e em jeito de divulgação, no sentido de celebrar o dia 8 de Março, a Junta de Freguesia de Almada convida a assistir a um espetáculo do Paulo de Carvalho no cineteatro Academia Almadense.

 

Para mais informações:

http://www.jf-almada.pt/?c=1&sc=19&p=186&item=news&agenda=yes&nscat=19&pag_news=1


Rui Perpétuo - 02-03-2012 11:04

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