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Carta arqueológica da Arrábida pode potenciar turismo na região


Carta arqueológica da Arrábida pode potenciar turismo na região

A elaboração da nova carta arqueológica da Serra da Arrábida, cujos resultados preliminares permitiram descobrir a existência de cristal de rocha perto da Aldeia Grande, no concelho de Setúbal, ou de uma povoação com milhares de anos na Quinta de Alcube vai permitir “facilitar a gestão do território na perspetiva da dinamização turística da região”. Manuel Calado, responsável pela equipa de investigadores da Universidade das Belas Artes de Lisboa encarregue da elaboração da carta arqueológica, admite que “os novos dados vão dar um novo sentido à preservação e defesa do património local”.


“As metodologias existentes hoje vão melhorar a qualidade da antiga carta arqueológica que tem mais de 20 anos”, afirma Manuel Calado, que garante “grandes curiosidades nas descobertas que têm sido feitas” através dum protocolo entre a universidade e as câmaras de Setúbal e Sesimbra. A criação de um parque pré histórico da Arrábida vai “trazer valor acrescentado à zona que peca pela restrição de acessos em certos locais”, prossegue Luís Gonçalves, membro da equipa de investigadores.

 

“O fruto proibido é sempre o mais apetecido”, diz Luís Gonçalves em jeito de crítica às entidades que gerem o parque natural da Arrábida, adiantando que “apenas conhecendo se pode preservar com a máxima eficiência e colaboração o património natural”. “A Serra da Arrábida é uma verdadeira máquina do tempo que tem de possuir um conjunto de sinergias que venham a potenciar o turismo específico que muitos países europeus exploram”, reflete.

 

Manuel Calado refere um “desafio enorme que é trabalhar na Arrábida, onde a progressão é limitada devido à densa vegetação”, mas adianta que o fruto do trabalho tem sido “bastante proveitoso devido à quantidade de sítios inexplorados encontrados”. Em plena Aldeia Grande, o responsável pela equipa de investigadores admite ter encontrado “a maior povoação da idade média, com vestígios de habitações e artefactos apenas encontrados através dum intenso trabalho arqueológico”.

 

“Os 27 povoados pré e proto históricos encontrados são em grande parte inéditos e vão ser estudados nos próximos três anos”, altura em que a carta arqueológica terá os resultados definitivos, afirma Manuel Calado, certo de que “aqueles encontrados nos topos da serra pertencem à idade do bronze”. Apesar dos achados na Aldeia Grande, com a descoberta de povoados no Quinta de Alcube e no vale do arneiro, “o grande sítio arqueológico na Serra da Arrábida é o Castelo dos Mouros”, onde Manuel Calado coloca ainda grandes curiosidades sobre os artefactos lá encontrados.


Rogério Matos - 19-04-2012 17:54

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