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• 29-09-2005 •
Prevenção e Segurança
por Ângelo Reis
(Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho)


Uma atitude preventiva no tempo

O espírito da segurança


Para tudo é preciso um tempo de reflexão.
Para qualquer acto da nossa vida, no dia a dia, seja no trabalho, na rua, na estrada, na escola, em casa – há sempre tempo para uma reflexão: na postura do nosso trabalho, no nosso lazer, na condução e na vida doméstica.


Em todos os lugares existe o risco. Temos que o evitar.
 

A propósito, quero-vos proporcionar leitura atenta, para reflexão, um lindo soneto, cheio de significado espiritual mas numa perspectiva prática e temporal de que o tempo é o melhor juiz de todas as coisas.

 

O soneto escrito no século XVII por Frei Castelo Branco tem por título: DO TEMPO.


“Deus nos pede do tempo estreita conta!

É preciso dar conta a Deus do tempo!

Mas como dar, do tempo, tanta conta,

Se se perde sem conta tanto tempo?!


Para fazer a tempo a minha conta,

Dado me foi, por conta, muito tempo,

Mas não cuidei no tempo e foi-se a conta…

Eis-me agora sem conta…eis-me sem tempo…


Ó vós, que tendes tempo e tendes conta,

Não o gasteis, por nunca, em passatempo,

Cuidai, enquanto é tempo, o terdes conta.


Ah! se quem esta conta de seu tempo

Tivesse feito a tempo, preço e conta,

Não chorava, sem conta, o não ter tempo.”


É um hino, se assim se pode achar e se Frei Castelo Branco consentisse, que decerto o faria, à condição da PREVENÇÃO e da SEGURANÇA – não deixes de fazer aquilo que amanhã já não possas fazer!


Ângelo Reis - 29-09-2005 14:43

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