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Para tudo é preciso um tempo de reflexão.
Para qualquer acto da nossa vida, no dia a dia, seja no trabalho, na rua, na estrada, na escola, em casa – há sempre tempo para uma reflexão: na postura do nosso trabalho, no nosso lazer, na condução e na vida doméstica.
Em todos os lugares existe o risco. Temos que o evitar.
A propósito, quero-vos proporcionar leitura atenta, para reflexão, um lindo soneto, cheio de significado espiritual mas numa perspectiva prática e temporal de que o tempo é o melhor juiz de todas as coisas.
O soneto escrito no século XVII por Frei Castelo Branco tem por título: DO TEMPO.
“Deus nos pede do tempo estreita conta!
É preciso dar conta a Deus do tempo!
Mas como dar, do tempo, tanta conta,
Se se perde sem conta tanto tempo?!
Para fazer a tempo a minha conta,
Dado me foi, por conta, muito tempo,
Mas não cuidei no tempo e foi-se a conta…
Eis-me agora sem conta…eis-me sem tempo…
Ó vós, que tendes tempo e tendes conta,
Não o gasteis, por nunca, em passatempo,
Cuidai, enquanto é tempo, o terdes conta.
Ah! se quem esta conta de seu tempo
Tivesse feito a tempo, preço e conta,
Não chorava, sem conta, o não ter tempo.”
É um hino, se assim se pode achar e se Frei Castelo Branco consentisse, que decerto o faria, à condição da PREVENÇÃO e da SEGURANÇA – não deixes de fazer aquilo que amanhã já não possas fazer!
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