Tribunal não ordena recontagem total de votos no Seixal
O juiz da comarca do Seixal que preside à Assembleia de Apuramento Eleitoral decidiu recontar apenas os votos da freguesia de Fernão Ferro e não deu seguimento ao pedido do Bloco de Esquerda de recontagem total. No despacho, o juiz considera que “não existem condições, em tempo útil, para recontar cerca de cem mesas de voto”. O candidato bloquista, Daniel Arruda, revela ao “Setúbal na Rede” que “já seguiu um protesto para a Comissão Nacional de Eleições e para o Tribunal Constitucional para uma reapreciação do caso”.
Daniel Arruda declara que o incidente que suscitou a queixa do BE do PSD ocorreu em uma das mesas de voto da freguesia de Fernão Ferro, após o encerramento das urnas. O candidato conta que “os sacos de voto já se encontravam na carrinha para serem transportados para o tribunal quando, com o argumento de que havia um engano na acta, regressaram à mesa eleitoral”. Os membros da mesa foram chamados e quando o representante do BE chegou “os sacos já tinham sido violados e os votos estavam a ser recontados, o que é ilegal”.
O candidato garante ainda terem ocorrido outras ilegalidades na Assembleia de Apuramento Final. “Há actas onde constam votos em branco e nulos que desapareceram e há assinaturas que não coincidem”, revela.
A recontagem na freguesia de Fernão Ferro foi concluída ontem, para efeitos de publicação dos resultados definitivos do escrutínio, e embora se tenha verificado uma variação de votos para cada partido, os números não apontaram nada com reflexos no número de mandatos. Daniel Arruda reitera que “o protesto do BE não é movido por nenhum interesse eleitoral”. “É uma questão de transparência”, argumenta.
|