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• 24-11-2005 •
Prevenção e Segurança
por Ângelo Reis
(Técnico Superior de Segurança e Higiene no Trabalho)


Prejuizos e Segurança


Em termos de sintese, vejamos alguns pontos de reflexão sobre prejuizos e segurança, baseados em práticas sucessivas ao longo do nosso trabalho profissional. Apontamos a gestão de risco no plano prático e traçada sumáriamente por parâmetros de solução viável como forma de realizar segurança por menor custo.


Assim:

 

Prejuizos e segurança – o nosso tema:

Prejuízo = “prae judiciu” (lat.).

Juízo anterior ou “juízo prévio”.

Juízo = relação determinada entre dois ou mais termos para afirmar ou negar a

sua conveniência.

Segurança = livre de risco ou dano.

 

Que pode ainda haver de útil nesta conversa?

Já não há novidades nestas matérias.

Os conceitos e as realidades são sobejamente conhecidos.

Se isto é verdade para os estudiosos do tema, não é tão verdade para aqueles

a quem esta questão realmente deveria interessar.

Por isso continua a ser útil debater o assunto.

 

Em tais debates, pode sempre haver perspectivas novas

O Pré-juízo implica uma avaliação prévia da (in)conveniência entre dois termos.

Sendo prejuízo equivalente de “dano”, segurança equivalerá ao estado livre de

risco ou de dano.

O prejuízo implica a noção de quantificação de danos.

Olhar a “segurança” pelo lado dos prejuízos, equivale a adoptar uma análise

economicista da Segurança.

 

“Macro” versus “Micro” – eis a questão

Tudo depende de acreditar que se “endireitam” as pessoas porque se endireita

o “Estado”, ou que só se endireitará o Estado se as pessoas forem direitas.

Sem desresponsabilizar o Estado enquanto “regulador da sociedade”, por vocação própria acreditamos mais nas pessoas do que no Estado.

Defendemos, por isso, que as verdadeiras “evoluções” em sentido “macro” só

ocorrem quando suportadas pelas evoluções “micro”.

 

“Micro” são neste caso “pessoas” e Empresas”

A óptica economicista da segurança é adequada às Empresas.

O lado meterialista da gestão não anula, de modo algum, a “responsabilidade

social das Empresas”. Pelo contrário, a demonstração económica da

Segurança reforça apenas com argumentos de peso o facto de a “segurança”

ser uma atitude de espírito.

Como técnico e analista de risco, seja-me permitido ver esta matéria pela

minha própria óptica (seguradora).

 

Gestão = Processo de tomada de decisão sobre ambiente de incerteza

 

O Risco caracteriza o empreendimento humano:

As vulnerabilidades da interdependência dos sistemas,

As vulnerabilidades da especialização e sofisticação dos processos,

A inevitável vulnerabilidade do elemento humano – hoje como sempre, a

inevitável vulnerabilidade derivada das forças da natureza.

 

Risco = factores de incerteza

Certeza = ausência de risco

Incerteza = o efeito da aletoriedade das ocorrências.

Daqui a previsibilidade das ocorrências e o seu contradomínio.

A dificuldade de tomar opções quando não possível prever todas as ocorrências.

 

Para os tipos gerais de riscos ou factores de incerteza, temos:

Riscos Especulativos ou de empreendimento

Riscos puros

 

Riscos puros e riscos (cada vez mais ) mistos pressupõe:

A envolvência dos factores financeiros

Técnicas financeiras aplicadas ao tratamento dos riscos puros. Isto é: será

preciso – Identificar, Avaliar, Controlar, Reter e/ou Transferir Riscos

Os custos dos riscos devem ser abordados enquanto factores geradores de

custo.

 

Gestão de Riscos = Transformar em custos fixos ou pré-determináveis os custos aleatórios dos riscos

 

É preciso fazer a análise estratégica da “importância” dos riscos

1 – os riscos que ameaçam a sobrevivência

2 – os riscos que provocam lesão permanente

3 – os riscos que afectam a capacidade e a competitividade

4 – os riscos que geram incómodo e desgaste

Daqui: o investimento como forma de redução de custos associados aos riscos,

ser inevitável.


A optimização do custo dos riscos como forma de realizar “Segurança” – i.e.:

Optimizar – maximizar efeitos ao menor custo
Gerir riscos – parte integrante da gestão de qualquer empreendimento
humano.

 

GERIR BEM, SÓ É POSSÍVEL PREVILIGIANDO A SEGURANÇA


Ângelo Reis - 24-11-2005 09:15

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