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Jornal “Distrito de Setúbal” suspende funcionários


Marcos Leonardo e Aliette Martins, director comercial e coordenadora de informação do “Distrito de Setúbal”, foram suspensos das suas funções sendo até proibidos de entrar nas instalações, acusados de praticar actividades incompatíveis com as exercidas na empresa, em benefício próprio. A causa deste afastamento, deve-se ao facto do ex-director comercial registar, em seu nome e de outro sócios, entre os quais se encontra Aliette Martins, um jornal designado por “Litoral Alentejano“, que aliás, era o nome do suplemento publicado, até Abril deste ano, no jornal “Distrito de Setúbal”.


Após ter recebido de António Correia, o gerente do grupo, um telefonema e, posteriormente um fax, que o informava da suspensão das funções que exercia no “Distrito de Setúbal”, Marcos Leonardo contactou a Inspecção de Trabalho, sobre a legalidade do documento, concluindo que o fax “é ilegal, visto que não contém uma nota de culpa”, elemento indispensável para suspender um funcionário.

 

António Correia confirmou ao “Setúbal na Rede” já ter sido autuado e afirma que aceitou “perfeitamente a multa”, compreendendo as razões para esta penalização.
 

Em declarações, António Correia afirma que não era sua “intenção acabar com o suplemento”, no entanto a publicação foi suspensa já em Abril. Acusa ainda os dois implicados de não fazerem o seu trabalho, uma vez que diziam “não haver matéria suficiente” para a edição.
 

Marcos Leonardo afirma que foi “iniciativa do jornal acabar com o suplemento” com a justificação de que “apenas trazia despesas sem ter qualquer lucro”.
 

Segundo o gerente do Grupo Monteiro, “é impossível manter um director comercial dentro das instalações quando este só traz despesas”, já que Marcos Leonardo utilizava o “ telefone, fax e até as próprias instalações” para resolver questões relacionadas com a sua empresa, “chegava até a contactar clientes para o seu jornal dentro do Distrito de Setúbal”, fazendo “concorrência directa”.
 

Já está aberto um inquérito para apurar as responsabilidades, onde ambas as partes envolvidas afirmam estar a reunir o maior número de elementos para apresentar. Marcos Leonardo, sente-se “lesado” e considera que o seu “bom nome foi manchado” e, como tal, já não faz “intenções de voltar à empresa” pretendendo, quando tudo estiver resolvido, “rescindir o contrato com justa causa”. Por seu lado, António Correia quer “afastá-lo da empresa”, pois considera que “o seu comportamento não foi digno, não tendo demonstrado consideração por ninguém”.


“Setúbal na Rede” - 07-09-2001 15:14

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