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Semana Académica de Setúbal


Os estudantes de Setúbal não se entendem e mais uma vez, este ano, a organização da Semana Académica não foi pacifica. Longe da projecção das festividades académicas de Coimbra, Lisboa, ou mesmo de outras cidades com ensino superior, a festa magna dos estudantes setubalenses fica marcada por uma participação mais reduzida e é confrontada pela falta de dinheiro, como explica João Pires Presidente da Associação de Estudantes (A. E.) da Escola Superior de Educação de Setúbal (ESE).


Com um programa recheado de concertos, de exposições, de festas e no qual não podia faltar a famosa Garraiada ou o Rally das Tascas, a Feira do Livro e o Rally Paper, a Semana Académica de Setúbal teve uma adesão "um bocadinho fraca" que de acordo com João Pires, Presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação de Setúbal, deve-se ao facto de "estarmos numa época do ano lectivo em que a maior parte dos estudantes estão cheios de trabalhos ou exames" e por isso "é difícil as pessoas estarem a deixar os seus estudos para trás para irem a festas".

 
Além disso, o facto de "a publicidade ter sido lançada tarde de mais" também foi prejudicial mas João Pires refere que, por exemplo, "no dia 4 de Maio estiveram presentes na "Noite da Capa e Batina" cerca de 500 pessoas" e que esta pode ter sido a "melhor Semana Académica de sempre".

 
No que diz respeito à situação financeira da Associação de Estudantes da ESE, João Pires garante que "esta Semana Académica não vai trazer problemas económicos à A.E." uma vez que logo no início disseram que tinham "um plafon de 350 contos para dar" e que não podiam gastar mais dinheiro até porque a A.E. "está sem dinheiro neste momento".

 
Tudo o que tinham, investiram na Semana Académica porque "a ESE tinha de estar presente" e porque de outra forma os alunos finalistas não teriam Queima das Fitas, que irá decorrer no dia 31 de Maio.

 
Ainda de acordo com João Pires, já a Escola Superior de Tecnologia e a Universidade Moderna "estão numa posição mais favorável porque têm rendimentos mensais fixos" e podem investir mais dinheiro, mas tudo parte "de um acordo entre as Associações". É claro que quem investe mais dinheiro é quem tem mais poder de decisão e por isso é natural que "surjam divergências e problemas de organização, principalmente, entre Politécnico e Moderna".

 
Foram estes problemas que deram origem a que o Baile de Finalistas este ano seja separado porque "a Universidade Moderna assim o quis", acusa João Pires que ainda adianta "encostaram-nos entre a espada e a parede" e chegaram mesmo a dizer claramente que "os alunos da Moderna não queriam fazer o Baile de Finalistas com os alunos do Politécnico".

 
Talvez seja por isso que a partir de agora "o Politécnico aposta fortemente numa união" e diz o Presidente da A.E. da ESE que esta união é essencial para "combater a falta de espirito académico".

 
Esta falta de "espirito académico" surge na opinião de João Pires "porque o Ensino Superior em Setúbal é ainda muito recente" e o caso da ESE "é ainda mais grave porque os alunos têm horários muito carregados, trabalhos para entregar todos os meses, estágios e exames" e por isso "passam pouco tempo na Escola e não têm uma adesão à Escola, não têm espirito de tradição académica". Por esta razão a ESE está a apostar numa tradição própria e são exemplo deste esforço os seus "trajes académicos que são inspirados em Bocage e Luísa Todi".

 
Para que outras acções fossem criadas era preciso que houvesse dinheiro e João Pires afirma que "sem dinheiro não se faz nada e a Associação está com sérios problemas" tudo porque "dos 940 alunos da ESE apenas 120 são sócios e metade deles não pagam as quotas", porque têm "um espaço limitado que não permite ter nada que dê rendimentos" e além disso apenas trabalham com "o financiamento dado pelo Instituto da Juventude e com a verba anual que o Concelho Directivo dá em material".

 
João Pires garante que "assim é impossível funcionar durante um ano lectivo inteiro" e que "todos os anos a história repete-se: não há dinheiro e calha sempre na altura da Semana Académica".

 
Há quem diga que a Semana Académica é sempre a mesma coisa mas o Presidente da A.E. da ESE não acredita e diz que "basta olhar para o programa" e constatar que estão a "evoluir na programação, a introduzir mais aspectos culturais, a levar os alunos a Setúbal e a fazer uma aproximação entre os estudantes e a cidade sadina".

 
"É claro que não é possível fazer uma Semana Académica igual à de Lisboa ou à de Coimbra" não só porque não têm meios mas sobretudo porque não querem copiar o que vem de fora mas pelo menos tem a certeza que "esta Semana Académica é feita para os Estudantes".


Fabiana Duque - 11-05-1998 15:11

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