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Freguesias de Sesimbra recebem apoio alimentar a carenciados


“17 famílias” das freguesias de Santiago e do Castelo, concelho de Sesimbra, serão abrangidas pelo Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados/2006 (PCAAC). Uma candidatura que, segundo Félix Rapaz, presidente da Junta de Santiago, se deveu a “uma falha que ainda existe na distribuição alimentar aos mais carenciados e que é geralmente coberta pelas misericórdias”.


Francisco Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Castelo é da mesma opinião, considerando que, “apesar de existirem Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) que beneficiam do banco alimentar, ainda existem famílias a precisar de apoio”, pelo que, “dos 17 agregados familiares, num total de 32 pessoas”, que se inscreveram, “todos foram aprovados”.

 

De fora desta candidatura conjunta das freguesias de Sesimbra ficou a Quinta do Conde, fenómeno que os dois presidentes atribuem à “distância geográfica desta freguesia”. No entanto Augusto Duarte, presidente da Junta da Quinta do Conde, lembra que esta freguesia já beneficia deste programa “há seis anos”.

 

O PCAAC é um programa em que os “excedentes da União Europeia são distribuídos por diversos países” e a “quota portuguesa é depois dividida pelos diversos candidatos”, explica fonte do Instituto de Segurança Social, responsável pelas candidaturas a este programa.

 

Cada entidade tem então uma quantidade de géneros alimentícios que lhe são atribuídos e que poderá depois levantar na totalidade, caso possua condições para armazenar os alimentos, ou faseadamente. No distrito são “cerca de 15.000 as pessoas que recebem alimentos através deste programa”, adianta a mesma fonte.

 

A candidatura das duas freguesias sesimbrenses foi aprovada no início de Junho e tem a duração de um ano, mas ambos os presidentes acreditam que o prazo “será depois alargado”. Durante 2006 existem duas fases de distribuição, a primeira que termina em Agosto, já tendo as juntas recolhido os alimentos previstos para esta fase, e decorrendo a segunda de Outubro a Dezembro.

 

A gestão da atribuição dos alimentos aos agregados familiares “cabe às juntas”, que devem distribuir os entregues na primeira fase “no decorrer da próxima semana”, explica Francisco Jesus. Os agregados são de “duas tipologias”, nota, a de “pessoas de idades mais avançadas” e a de “jovens com um número excessivo de filhos”, ambas “com dificuldades económicas”.


Cláudia Monteiro - 10-07-2006 17:07

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