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Complexo da Repsol em Sines tem novo director


Complexo da Repsol em Sines tem novo director


Hermenegildo Martín é o novo director do Complexo Industrial da Repsol Polímeros em Sines. O ex-director da REFAP (Refinaria Alberto Pasqualini S.A.), no Brasil, vem substituir Antonio Dovale, em Sines há quase dois anos, que foi nomeado director do Projecto de Crescimento de Sines, passando a exercer funções na Direcção de Engenharia da Repsol YPF em Madrid. António Dovale considera por isso que “não sai completamente”, pois depositará “todo o esforço para continuar com o desenvolvimento da petroquímica de Sines”.


O novo director, que chegou a semana passada a Sines, prefere não adiantar para já quais os principais desafios a enfrentar e acções a tomar, uma vez que o período ainda é o de “reconhecimento da zona e das pessoas”. No entanto, avança que um desafio “será manter o nível elevado deixado por Antonio Dovale” e “continuar a responder às expectativas da empresa e dos trabalhadores”.

 

Durante a apresentação do novo director aos jornalistas, Hermenegildo Martín sublinhou que “a comunicação, integração e o bom relacionamento são de extrema importância”, pois “são as pessoas que fazem a diferença”. O engenheiro industrial, há mais de trinta anos ligado à área da refinação, confessa que gostaria de vir a ser lembrado como “alguém que contribuiu para o desenvolvimento sustentado da refinaria de Sines”.

 

Depois de ter presenciado o investimento de 1,3 milhões de dólares na REPAF (que é 70 por cento Petrobas e 30 por cento Repsol YPF), Hermenegildo Martin vai agora acompanhar o investimento de 600 milhões de euros para o complexo de Sines, que irá duplicar a produção deste complexo petroquímico. “É um desafio muito interessante e que vai criar riqueza na zona e servir de referente para atrair investimento para Portugal”, afirma.

 

Antonio Dovale deposita a total confiança no novo director, a quem “não é preciso dar recomendações, pois tem muita experiência e boas ideias”. No entanto os próximos dias serão ainda de sobreposição até à passagem de testemunho definitiva, um período em que o antigo director dará a sua visão do que acontece na refinaria de Sines, “cabendo depois a Hermenegildo decidir o que se pode melhorar”, avançou Antonio Dovale.

 

Antonio Dovale descreve os dois anos passados em Sines como “inesquecíveis”, referindo-se ainda ao “grande desempenho” que encontrou desde o primeiro dia neste complexo petroquímico. Salientou também os “51 milhões de euros aprovados em 2005 e os 60 milhões em 2006, grande parte dos quais para investir na paragem geral”, agora a decorrer.

 

A paragem geral do Complexo de Sines acontece de cinco em cinco anos e tem como objectivo a realização de grandes intervenções de manutenção em toda a instalação. A paragem dura deste início de Outubro, “está a correr bem” e “apesar da chuva ter feito perder algum tempo”, as fábricas “já estão a ser preparadas para o arranque”, o que deverá acontecer dentro de quatro a cinco dias.


Cláudia Monteiro - 15-11-2006 09:52

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