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• 25-06-2003 •
Educação
por Alexandre Adôa
(Mestre em Sociologia)


Macro e Micro Tendências


A perplexidade pela inexistência de honra na formação cívica do indivíduo, a vivência de situações de desespero, a realidade social complexa e em vertiginosa mudança que envolve o nosso quotidiano e contribui para multiplicar-se os problemas de anomia. O aperfeiçoamento cientifico da engenharia genética e da engenharia espacial, enquanto a floresta tropical reduz-se com custos ecológicos enormes (modificações climáticas e extinção de diversas espécies). A revalorização da religião – ameaça das tendências fundamentalistas (islamismo) – ou seja, o renascimento religioso. A reengenharia aplicada à assistência hospitalar numa gestão de assistência de saúde orientada para o paciente (heterogeneidade dos consumidores). Estas são algumas das actuais tendências no mundo.


A questão da política, orientação para uma clara consciência política exigindo autenticidade nos actos públicos, a democracia participativa emerge a necessidade da educação de toda a população para tomar parte do processo decisório na governância local municipal pela participação crescente dos cidadãos nas políticas locais.

 

Torna-se inevitável assumir um estatuto de cidadania económica num mundo da globalização como também adopção de estratégias desintervencionistas assentes na redução das despesas do Estado (tendência neo-liberal) pode traduzir-se numa redução de segurança da população.

 

A questão da educação, esgotado o sistema de ensino convencional, a persistência ainda de analfabetos funcionais demonstra o seu desenquadramento como força de trabalho nas empresas na área de inteligência intensiva. È preciso agir depressa mas também pensar mais depressa. Ter coragem de admitir que a ignorância é uma constante, aprender a gerir os conteúdos das novas competências, saber render as potencialidades das pessoas num processo dinâmico e inacabado. A política de educação tem a obrigação direccionar-se na lógica do aprender a ser  e a política de recursos humanos na valorização dos trabalhadores.

 

A questão do social, procura incessante da espiritualidade pessoal tendo em conta que o mito da maturidade emocional do adulto foi destruído e a percepção que estamos “programados” e impedidos de fazer aquilo que nos apetece. Os problemas sociais planetários demonstram que há pessoas que nascem com vocação para a desgraça e o fatalismo é sentimento omnipresente em determinadas regiões. Aprender a planear e adoptar uma atitude prospectiva: olhando o presente a partir de um futuro desejável, evitando-se assim comportamentos socialmente desvalorizados e ausência de normais sociais de conduta. Ter rigorosa gestão do tempo, gostar daquilo que fazemos e da maneira como o fazemos e reconhecer as naturais limitações humanas na lógica: conseguir ir até certo ponto num certo tempo útil.

A questão da saúde, fomentar com coerência uma educação para a saúde de forma a prevenir a ocorrência ou o agravamento da doença[1]. Uma nova filosofia nos cuidados de saúde, em que um ambiente agradável deverá substituir a frieza clínica, será criar estilos de vida saudáveis e não apenas nas curar enfermidades.

 

A obtenção de efectivos ganhos de saúde verifica-se na apresentação de melhorias dos indicadores de mortalidade, de morbilidade e no controlo do risco de transmissibilidade de patologias que se traduz pela redução de anos potenciais de vida perdidos.

 

Para finalizar diga-se que é primordial descobrir-se a si próprio na turbulência em que vivemos, num mundo socialmente fracturado, em que as diferenças, as assimetrias e as desigualdades tem tendência a aumentar.

 


 

[1] Doenças de Carência, Doenças Epidémicas, Doenças Debilitantes, Doenças causadas por Vírus e Doenças Crónicas ou de Degenerescência


Alexandre Adôa - 25-06-2003 16:01

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