[ Edição Nº 01 ] – D. Manuel Martins, Bispo de Setúbal.

0
Rate this post

Bispo de Setúbal acredita no triunfo da verdade

          D. Manuel Martins elegeu um conjunto de acontecimentos, nacionais e internacionais, como os mais significativos do ano, pelo facto de provocarem alguma reflexão e com os quais se pode aprender bastante. Por isso, o destaque do Bispo de Setúbal vai para o suicídio de um setubalense de dezoito anos que em meados do Verão decidiu pôr termo à vida “porque não encontrava razão para viver”. Para D. Manuel Martins, este facto “levanta um problema e um desafio no sentido de descobrirmos como é que educamos e acompanhamos os nossos jovens”. Um outro assunto a merecer a atenção do Bispo de Setúbal é a desumanização das cadeias portuguesas cujas condições têm levado a casos de suicídio de detidos, uma desumanização que D. Manuel Martins classifica de “atentatória da dignidade do Homem”.
          No rol de acontecimentos que marcaram negativamente o ano está ainda a luta contra os ciganos, verificada no norte do país, o que leva o Bispo de Setúbal a perguntar-se se será verdadeira a frase apregoada de que não há racismo em Portugal. O elevadíssimo índice de abstenção nas eleições autárquicas de 14 de Dezembro também merece a reflexão de D. Manuel Martins que acredita serem “o tipo de política e de políticos que temos, a razão principal” para os mais de 50% de abstencionistas. As inundações em todo o país obrigam à pergunta sobre o que o Homem fez à Natureza, ao mesmo tempo que a onda de ajuda mostrou que os portugueses são solidários na desgraça.
          Timor Leste e Cuba têm um lugar especial nas considerações de D. Manuel Martins. E por acreditar que a liberdade é um direito inalienável, o Bispo de Setúbal acredita que Timor será livre. Pela negativa fica assinalado o volte face nas atitudes do presidente do Brasil que, segundo D. Manuel Martins, prometeu a Portugal lutar pelos direitos de Timor e depois na prática acabou por ficar ao lado da Indonésia. Com este exemplo o Bispo de Setúbal diz que “não podemos confiar na diplomacia porque a diplomacia é mentirosa”. Em Cuba, o sinal de abertura foi dado pelo decreto de Fidel Castro que declara feriado o dia de Natal, um sinal que D. Manuel Martins considera positivo e percursor de uma mudança radical naquele país.
          Para 1998 o Bispo de Setúbal deseja a concretização do sonho de liberdade de todos os povos, um caminho de esperança para Portugal e particularmente para o distrito de Setúbal “onde os problemas são muitos” mas com resolução desde que os poderes o queiram.
          Para o final ficam as saudações ao Setúbal na Rede que pelas suas características universais irão levar Setúbal a todo o mundo. E o facto de esta publicação digital poder chegar a todos os cantos do globo leva o Bispo de Setúbal, que é também o responsável pelas comunidades de emigrantes portugueses, a lançar uma saudação via Internet a todos os setubalenses emigrados: “Queria que me sentissem perto de vós, emigrantes espalhados pelo mundo, a todos desejo a maior sorte e que nunca tenham razões para lamentar o facto de terem um dia saído do país”.