[ Edição Nº 13 ] – Pina Moura visita AutoEuropa.

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Promete empenho do Governo no caso Sodia/Renault

          O ministro da Economia garante que “não cabe ao Governo definir as orientações da AutoEuropa” no que toca à possibilidade de absorver trabalhadores da Sodia/Renault de Setúbal e diz mesmo que “tomar as decisões no que respeita à eventual ampliação do número de trabalhadores” é uma função da administração do complexo industrial.
          A resposta de Pina Moura ás questões colocadas pelos jornalistas, a propósito do futuro dos trabalhadores da ex-Renault de Setúbal que em Julho estarão desempregados, conforme o “Setúbal na Rede” avançou na edição número dez, surgiu durante a visita efectuada pelo ministro da Economia ao complexo industrial da AutoEuropa, no dia 27 de Março.
          Questionado sobre o papel a desempenhar pelo Governo na resolução do caso Sodia, que fecha as portas em Julho e deixa cerca de seiscentos trabalhadores no desemprego, Pina Moura garantiu ser função do Ministério da Economia e de todo o Governo “acolher da forma menos desconfortável possível para os trabalhadores da Sodia, a sua situação”, garantiu que o executivo central está empenhado em resolver o problema e que “é disso mesmo que estamos a tratar, em conjunto com os secretários de Estado das Relações Laborais e da Formação Profissional, tendo já contactado possíveis interessados na colocação de parte dos trabalhadores”.
          Quanto a medidas concretas, o ministro Pina Moura referiu a “mobilização de recursos de formação para promover a actualização profissional desses trabalhadores” bem como o desenvolvimento do Centro de Excelência e Competências para a Investigação da Indústria Automóvel, nas instalações da Sodia, depois de desactivada, para onde poderão ser canalizados alguns trabalhadores da ex-Renault de Setúbal.

          AutoEuropa, um exemplo de sucesso

          O ministro da Economia considerou notável e um motivo de orgulho para a região, o trabalho desenvolvido no complexo da AutoEuropa, em Palmela, considerada já a terceira melhor empresa do mundo, em termos de gestão do sistema de produção, o que lhe permite trabalhar praticamente sem stocks. A classificação da terceira melhor do mundo em regime de «just in time», de qualidade total e de fornecimento dos componentes dos veículos no momento em que a produção precisa, deixou o ministro da Economia satisfeito e orgulhoso por considerar que os recordes de produção e de qualidade foram conseguidos graças ao esforço e à qualidade de trabalho dos operários portugueses integrados nas empresas do complexo industrial, implantado em Palmela desde 1994, e de “um projecto notável de cooperação da indústria portuguesa com a indústria automóvel à escala internacional”.           A joint venture entre a Ford e a Volkswagen que deu origem à AutoEuropa de Palmela, produz três modelos de automóveis para exportação à escala mundial: o Ford Galaxy, o Vollkswagen Xharan e o Seat Alhambra. De quarenta mil unidades produzidas em 1995, o complexo industrial passou para cem mil e em 1997, o recorde fixou-se na produção de centro e trinta e uma mil unidades. Para 1998 espera-se novo aumento na produção, sendo que o volume de facturação previsto para este ano situa-se nos quatrocentos milhões de contos.