[ Edição Nº 17 ] – Acordo adiado em Tróia.

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barra-9177796 Edição Nº 17,   27-Abr.98

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Acordo adiado em Tróia

           A primeira reunião entre a administração da Torralta e os trabalhadores deixou tudo em aberto. Para Maio logo se vê.           A Comissão de Trabalhadores do complexo turístico, em Tróia, saiu de mãos a abanar do primeiro encontro com os representantes da empresa, no dia 20 de Abril, já que a maior reivindicação ficou adiada para a primeira quinzena de Maio. Quem o diz é o dirigente sindical Joaquim Pires, do Sindicato de Hotelaria e da Comissão de Trabalhadores.

          É que, segundo avançou o sindicalista ao “Setúbal na Rede”, quando avançámos com uma proposta de revisão do acordo de empresa, para melhoria de salários e de regalias sociais, a administração contrapôs com a ideia de lançar uma proposta lá para o início do mês de Maio. A posição da empresa deixa os trabalhadores desconfiados, porque “o acordo não é revisto há seis anos, ao nível salarial, mas contempla uma série de direitos dos funcionários que não gostaríamos de ver negociados”, adianta aquele responsável.

          Os trabalhadores quiseram ainda saber quais as medidas administrativas que a empresa vai tomar face ao quadro de pessoal. Uma resposta que não chegou porque o conjunto de medidas está dependente de um estudo, em curso, sobre todos os trabalhadores do complexo turístico de Tróia. Para já, foi garantido que a empresa aposta na formação profissional e na revalorização dos funcionários. Uma resposta que deixa tudo em aberto, segundo a Comissão de Trabalhadores, “porque continuamos sem saber se o plano social vai, ou não, abranger rescisões de contratos e de que forma serão processadas as anunciadas negociações para a pré-reforma”, garantiu Joaquim Pires ao “Setúbal na Rede”.
          Quanto aos anunciados projectos de relançamento da Torralta, no sector turístico, tudo ficou na mesma porque os planos ainda não estão terminados. Segundo o dirigente dos trabalhadores “a administração disse-nos que, pelo facto do plano estar atrasado, vamos continuar a trabalhar nos mesmos moldes em que estamos”. Ou seja, no início do ano o complexo foi alvo de um investimento na ordem de um milhão de contos e esses melhoramentos terão que durar até perto do ano dois mil, altura em que se espera ver resolvido todo o processo burocrático e técnico da aprovação do plano de relançamento do complexo turístico.

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