[ Edição Nº 21 ] – Cidadãos por Tróia receiam pelo futuro da península.

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barra-4058593 Edição Nº 21,   25-Mai.98

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Cidadãos por Tróia receiam pelo futuro da península

           O Grupo coordenador do movimento “Cidadãos por Tróia” volta a manifestar preocupação com o futuro da península, decorrente da aplicação de projectos da Sonae para a viabilização da Torralta. Uma preocupação reiterada após o encontro de dia 18 de Maio, quatro meses depois da divulgação do Manifesto lançado por este grupo.

          “Continua a não existir um esclarecimento da opinião pública em relação aos planos para o futuro de Tróia”, garante o movimento “Cidadãos por Tróia”, um grupo criado no início deste ano por diversas personalidades e cidadãos comuns ligados à defesa do meio ambiente e à cidade de Setúbal. É que, cerca de quatro meses depois do lançamento do Manifesto deste grupo, onde foram expostas algumas das preocupações da população do concelho face a notícias que indicavam uma eventual tendência da Torralta para o turismo de luxo, o movimento “Cidadãos por Tróia” vem a terreiro garantir que tudo continua na mesma.

          Em comunicado, a que o “Setúbal na Rede” teve acesso, os cidadãos por Tróia acusam o poder político de não cumprir o dever de “tornar claro perante a população, todas as implicações do acordo com a Sonae” e garante mesmo que “o que se perspectiva em Tróia, depois da ‘galinha dos ovos de ouro’ da Expo’98, será o retomar do projecto imobiliário e o retalhar da Península em lotes para 2ª habitação, em busca do lucro imediato”.
          Um projecto que, de acordo com este grupo de cidadãos, “poderá trazer graves consequências ambientais, ofensivas do equilíbrio ecológica da península de Tróia”. Mas este movimento preconiza outro tipo de prejuízos para a região, caso o “projecto imobiliário” seja concretizado. Nesse sentido, o comunicado alerta para “o desemprego dos trabalhadores” da Torralta, em, Tróia “já que não visa o desenvolvimento de um projecto turístico”, para além da “proibição do acesso das populações de Setúbal e de toda a região a Tróia, estabelecendo o ‘apartheid’ numa zona de acesso restrito”. E a sustentar esta ideia, o grupo garante que “as últimas notícias da imprensa confirmam os nossos receios, ao falarem da transferência do cais dos barcos, com a nítida intenção de afastar as populações da fruição das praias”.
          Para analisar e discutir os problemas relacionados com o futuro da península de Tróia, o movimento de cidadãos promete organizar, no início do próximo mês de Junho, um debate alargado sobre a matéria.

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