[ Edição Nº 28 ] – Presidente da Câmara de Alcácer inaugura troço da A2.

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barra-6298303 Edição Nº 28,   13-Jul.98

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Troço da A2, em Alcácer, inaugurado esta semana
Presidente da Câmara não vê benefícios para o concelho

           Cerca de 10 km da Auto-Estrada do Sul, entre Alcácer e Vale de Guizo serão inaugurados amanhã pelo ministro do Planeamento João Cravinho. A abertura ao trânsito daquele troço que inclui uma ponte inacabada, com cerca de 3km, por cima de sapais do rio Sado, não vai trazer qualquer benefício para o concelho. A garantia é do presidente da Câmara, Rogério de Brito que, em declarações ao “Setúbal na Rede”, afirma ter de “tomar medidas para combater a tendência, cada vez maior, das pessoas se desviarem desta zona”.

          “A ligação de Lisboa ao Algarve, através da A2 traz benefícios para o país, em termos de acessibilidade, é boa para o Algarve porque permite uma maior ligação com a capital, mas não traz qualquer melhoria a Alcácer do Sal, antes pelo contrário”. A afirmação é de Rogério de Brito, presidente da autarquia, em entrevista ao “Setúbal na Rede”.

          É que, de acordo com o autarca, “a única contrapartida que tivemos foi a garantia de melhoria de algumas vias internas para compensar a desafectação de terrenos da autarquia com vista à construção da estrada” Uma desafectação que, segundo Rogério de Brito, “impediu o concelho de se expandir para Sul, causando alguns atrofios de ordem urbanística”.
          Quanto a benefícios directos da entrada em funcionamento do troço da A2, Rogério de Brito é peremptório em afirmar que “nada nos oferece, de bom, porque se trata de uma via de atravessamento do concelho, que afasta os potenciais visitantes”. Por isso, o autarca garante que o município tem que tomar medidas no sentido de promover Alcácer junto dos turistas, “divulgando ainda mais o nosso potencial, em termos ambientais, paisagísticos, gastronómicos e arquitectónicos”. Neste aspecto, Rogério de Brito diz estar confiante de que “com todos os potenciais que temos” aliados ao crescimento das infra-estruturas turísticas e à oferta de mais de 300 camas, “poderemos dar a volta ao problema, captando cada vez mais, a passagem mais turistas e promover a fixação por maiores espaços de tempo, dos turistas que habitualmente visitam este concelho”.
          Questionado sobre eventuais impactes negativos da ponte sobre os sapais do rio Sado, Rogério de Brito garantiu que “estão minimizados e não terão muita expressão”, ao contrário do que poderá vir a acontecer “com os efeitos que surtirá no nosso concelho”. Quanto ao grau de funcionalidade da ponte, que será aberta apenas com a placa central terminada, Rogério de Brito diz esperar que “não provoque problemas de transito nem de segurança porque a placa central, só por si, garante quatro faixas de rodagem”. Por acabar nos próximos meses, ficam as duas placas laterais da ponte, e enquanto as obras não terminam, o limite de velocidade imposto no local, será de 100 km/hora.

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