[ Edição Nº 42 ] – UDP contra aeroporto em Rio Frio.

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barra-8532914 Edição Nº 42,   19-Out.98

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Pela preservação das espécies
UDP contra aeroporto em Rio Frio

           A Comissão Política da UDP da península de Setúbal é contra a hipótese de instalação do aeroporto internacional de Lisboa em Rio Frio. Uma posição que foi dada a conhecer durante um encontro que decorreu no dia 12 de Outubro, em Setúbal, com a Quercus. Os ambientalistas, por seu lado, são mais cautelosos e esperam a elaboração de diversos estudos para tomar posição.

          A instalação do aeroporto em Rio Frio “é um logro porque vai destruir a fauna e a flora da região, nomeadamente o montado de sobro daquela zona”. Quem o diz é Carlos Santos, dirigente regional da União Democrática Popular, que expressou esta ideia no encontro com dirigentes da associação ambientalista Quercus.

          É que acordo com o dirigente regional da UDP, “a instalação de tal infra-estrutura iria destruir por completo, não só a fauna e flora naturais, como também inviabilizar a agricultura daquela região que, como sabemos, é uma das mais produtivas do país”.
          Em declarações ao “Setúbal na Rede”, Carlos Santos referiu ainda que “o desenvolvimento não pode ser a justificação para todas as situações” e adianta que, neste caso, duvida que “a instalação, provável, do aeroporto signifique qualquer tipo de mais valia para a população”.
          Entretanto, para a Quercus, o assunto parece não ser simples, já que segundo Miguel Maldonado, dirigente regional da associação ambientalista, “só se deve tomar uma posição concreta, depois de estudadas todas as possibilidades e todas as envolventes deste processo”, sendo que, para Maldonado, “não é de excluir, à partida outras alternativas e saber, em concreto, se o novo aeroporto fará, ou não, falta ao país”.
          Para além disso, a Quercus quer ver concretizado um conjunto de estudos sobre a matéria, como os de viabilidade e impacto económico e de impacto ambiental. Mas “acima de tudo”, adianta este responsável ao “Setúbal na Rede”, “o que tem de ser feito deve ser efectuado sem pressões nem pressas”, para assegurar o estudo de todas as hipóteses. A este propósito diz ainda Miguel Maldonado que “não faz mal nenhum esperar mais um tempo, para quem anda há 20 anos a dizer que o da Portela está esgotado e há cerca de 30 a vê-lo em obras de ampliação”.

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