[ Edição Nº 42 ] – ETAR de Setúbal foi aprovada em Bruxelas.

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barra-4006909 Edição Nº 42,   19-Out.98

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Ambientalistas satisfeitos
ETAR de Setúbal foi aprovada em Bruxelas

           Cerca de três anos depois de enviado o projecto para candidatura aos fundos da União Europeia, Bruxelas deu luz verde ao financiamento comunitário a este projecto. A aprovação foi dada a conhecer na Sexta feira, 16 de Outubro, e apanhou os ambientalistas de surpresa.

          O financiamento comunitário da Estação de Tratamento de Águas Residuais de Setúbal foi aprovado em Bruxelas, cerca de três anos depois de enviado o pedido. Uma aprovação, dada a conhecer num comunicado emitido pela Câmara de Setúbal, que irá permitir a construção da primeira grande estação de tratamento do género, no concelho. O objectivo é tratar e eliminar os milhares de toneladas de esgotos produzidos na cidade, esgotos que até hoje correm para o Sado sem qualquer tipo de tratamento.

          A notícia apanhou de surpresa os ambientalista, que sempre lutaram pela instalação da ETAR em Setúbal. Por isso, Miguel Maldonado, dirigente distrital da Quercus garantiu ao “Setúbal na Rede” tratar-se de uma “decisão histórica” e de um momento de “felicidade para Setúbal, de que todos já duvidavam”.
          Quanto aos benefícios provocados pela estação de tratamento, Miguel Maldonado é peremptório em afirmar que “serão imensos porque, pela primeira vez, vamos ter hipótese de tratar os esgotos urbanos”, o que irá levar à reabilitação de muitas das áreas naturais de Setúbal como é o caso da praia da Albarquel, que tem recebido todos os efluentes urbanos sem tratamento.
          Mas como “nem tudo são rosas”, o ambientalista alerta para a forma de instalação e de trabalho da ETAR de Setúbal que, de acordo com Maldonado, “deverá obedecer a métodos criteriosos e dispor de dimensões e funcionários adequados às funções para que foi projectada”.
          Pormenores essenciais que Maldonado acredita virem a ser cumpridos por parte do município setubalense que, segundo o ambientalista “só tem a ganhar com a entrada em funcionamento desta infra-estrutura essencial à qualidade de vida das populações”.

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