[ Edição Nº 58 ] – Círculo Cultural de Setúbal mudou de casa.

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barra-9801366 Edição Nº 58,   08-Fev.99

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Círculo Cultural mudou de casa
Nove bandas ficaram para trás

           Despejado da sede que utilizou durante 25 anos, por ordem do dono do edifício, o Círculo Cultural de Setúbal já tem instalações provisórias cedidas pela Câmara Municipal, num rés-do-chão de um prédio da cidade. O problema é que as instalações não suportam a actividade das nove bandas sediadas naquele colectividade, pelo que acabaram por ficar sem local para ensaio.           Apesar de se tratar de uma solução provisória, até que a Câmara de Setúbal disponibilize um espaço mais adequado, o desfecho do processo de substituição das instalações do Círculo Cultural de Setúbal, que culminou no dia 5 de Fevereiro com a mudança de todos os haveres, vem resolver um dos maiores problemas da colectividade.           É que o Círculo ficou na rua, por causa da decisão do Tribunal de Setúbal de indeferir o pedido de alargamento do prazo do despejo, por 120 dias, para dar tempo de encontrar uma solução alternativa ao edifício.

          O presidente da colectividade, Dimas Pereira, garantiu ao “Setúbal na Rede” estar satisfeito com esta solução provisória que irá permitir o funcionamento do bar, “de onde tiramos a maior parte do rendimento” e a realização de algumas das actividades culturais características daquela associação cultural, como é o caso das exposições e dos debates.

          No entanto, o presidente do Círculo não deixa de dizer que “ficou a mágoa” em relação às bandas de música que durante anos a colectividade apadrinhou, já que, devido à exiguidade do espaço, “não podem ensaiar nas novas instalações”. Um problema que levou já à dispersão das bandas que “ficaram sem local de ensaio”, sendo que das nove bandas só os Hands and Approach conseguiram um espaço próprio em Setúbal, garantido pela própria editora.
          Neste momento, a direcção do Círculo só espera que a Câmara de Setúbal encontre “rapidamente” novas instalações que permitam o regresso das bandas que a associação “viu nascer”, adianta o presidente, Dimas Pereira.

          Teatro num armazém
          Melhor sorte teve o Fonte Nova Teatro Estúdio, uma companhia de teatro amador que trabalhava no rés-do-chão do velho edifício do Círculo, tendo em conta que, desde o dia 4 de Fevereiro, está instalado num armazém particular cuja renda é paga pela Câmara Municipal de Setúbal.

          O protocolo será assinado ainda este mês, entre a Câmara, o Fonte Nova e o proprietário do edifício que cedeu as instalações por tempo indeterminado. No entanto ficam por fazer as obras no edifício, para a sua adaptação à actual actividade. É que, segundo contou ao “Setúbal na Rede” a fundadora do Fonte Nova, Graziela Dias, “agora é necessário fazer diversos espaços no edifício”, entre os quais um auditório, a oficina de teatro, ateliers, roupeiros e um armazém para o material cénico.

          Como a companhia não tem dinheiro para levar a cabo estas transformações no edifício, está já a contactar entidades como o Governo Civil, o Instituto da Juventude e o INATEL, Instituto Nacional de Aproveitamento dos Tempos Livres, no sentido de financiarem as obras.

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