[ Edição Nº 62 ] – Semana da Solidariedade organizada pela Cáritas.

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barra-5139067 Edição Nº 62,   08-Mar.99

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Para debater os problemas sociais no distrito
Cáritas promoveu Semana da Solidariedade

           “A solidariedade parece que funciona por impulso” e para ser mais completa “é preciso sentirmo-nos responsáveis pelos problemas dos outros”. É uma das conclusões a que chegou Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal, terminada a Semana da Solidariedade, uma iniciativa distrital promovida por esta instituição de solidariedade social.

          Foi com o objectivo de sensibilizar a sociedade civil para a solidariedade que a Cáritas de Setúbal debateu os problemas das mulheres de hoje e da acção social em Portugal, lançando um olhar sobre o seu futuro.

          Por isso o presidente da Cáritas aproveitou para lançar a ideia de que a solidariedade “tem de ser feita no dia-a-dia e é preciso despertar as pessoas para isso”. Como prova da importância desta sensibilização, Eugénio Fonseca refere os peditórios de rua, onde “muitas das pessoas voltam as costas e outras negam ajuda”.
          Segundo este responsável, “como o Estado não sabe resolver este problema, temos de ser nós a fazê-lo”, sendo que por essa razão é importante “despertar a preocupação para com os outros” já que “a sociedade urbana veio modificar a ideia de solidariedade”.
          E para o presidente da Cáritas, são os próprios interventores sociais que “têm de saber manter uma relação mais próxima” o que segundo Eugénio Fonseca, exige “uma mentalidade mais aberta e de teimosia para contornar as situações difíceis”.
          Mas no entender deste responsável, também é preciso solucionar os problemas de forma rápida, por isso é necessário retirar-lhes “toda a carga burocrática” e dar “mais poder de decisão aos orgãos locais e mais autonomia na aplicação e construção”.
          Joaquina Madeira, directora Geral da Acção Social partilha da opinião do presidente da Cáritas e garante que as soluções não podem ser mais rápidas porque “a mudança leva tempo”. Por isso, Joaquina Madeira partilha da opinião do presidente da Cáritas quanto ao poder de decisão e defende “uma descentralização no sector público”.
          Outra meta a atingir a curto prazo, são as parcerias com todas as instituições porque, para Eugénio Fonseca “é preciso procurar o bem-comum através da cooperação”. Exemplo disso, é o caso da prostituição que, para o dirigente desta instituição, “está a aumentar devido à droga”. Assim, defende que uma das respostas ao problema é a criação de centros de atendimento das mulheres vítimas de qualquer tipo de crime ou de exploração sexual.
          A Cáritas quer ter uma acção transformadora na sociedade e foi com este lema que deu por terminado, em Sesimbra, o ciclo de debates sobre a solidariedade. Para Eugénio Fonseca ficou claro que uma das maiores prioridades é o trabalho de fundo, “ir à origem dos problemas nas pessoas” e tentar resolvê-los através da intervenção social em parceria.

          [email protected]

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