[ Edição Nº 66 ] – Parque de Aventuras na Mata da Machada.

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barra-7490556 Edição Nº 66,   05-Abr.99

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Urbanização na Mata da Machada
Pedro Canário rejeita críticas da DRARO

           A construção de uma urbanização na Mata da Machada “nunca foi intenção da Câmara ou dos seus responsáveis políticos”. É a reacção do presidente da Câmara do Barreiro, Pedro Canário, às declarações do director da Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste (DRARO), que acusa a autarquia de ter deixado expirar a concessão dos terrenos, destinados a um parque de campismo, por não ter sido viabilizado o pedido para a urbanização.

          A hipótese de construir uma urbanização na Mata Nacional da Machada, no Barreiro, colocou-se “numa conversa entre um vereador e responsáveis da DRARO” e deste modo, “a conversa foi unicamente da responsabilidade dos participantes”, garantiu o autarca barreirense, Pedro Canário, ao “Setúbal na Rede”.

          E apesar de a DRARO ter cedido uma área de mata para a construção de um parque de campismo, por volta de 1975, “a Câmara nunca fez uso dele pois queria preservar o espaço como reserva agrícola e ecológica”. Uma situação que, segundo adianta o presidente, “já estava contemplada aquando da realização do Plano Director Municipal”, posto em prática em 1994. Na altura, segundo afirma Pedro Canário “apontava-se o parque de campismo para a zona de Coina”.
          Quanto ao projecto da associação Questão de Equilíbrio para a Mata Nacional da Machada, o presidente da Câmara considera que “tem que ser sério na questão da toxicodependência, de forma a sabermos como vai ser aplicado”. Para isso, acrescenta o autarca, o projecto “necessita de estar fundamentado técnico e cientificamente”.

          Abertos canais de comunicação

          A troca de informações sobre a Mata da Machada, entre a DRARO e a Câmara do Barreiro foi o principal objectivo da reunião ocorrida a 30 de Março, na qual participou a Junta de Freguesia de Palhais e a Associação do Amigos da Mata da Machada e do Rio Coina. Para o vereador Luis Carvalho, o encontro “serviu para estabelecer uma comunicação mais ágil e até informal entre a câmara e a DRARO” uma vez que, embora essa comunicação “tenha sido sempre boa, falhou em relação ao Parque da Machada quando tivemos dificuldades em esclarecer atempadamente algumas questões que nos eram colocadas pelos munícipes”.
          Da parte da DRARO, a autarquia teve também a garantia de que “o que se vai fazer é apenas o que obedece ao protocolo de cooperação com a Questão de Equilíbrio”, pelo que, segundo o vereador, “terão que ser respeitados os critérios de espaços florestais e de política florestal”. Deste modo, a perspectiva de construção de piscinas e a prática de canoagem, segundo Luís Carvalho, “deixaram os representantes da DRARO surpreendidos pois estão completamente à revelia deste quadro”.
          Na reunião, foi ainda abordada a possibilidade da DRARO concessionar uma área da Mata à Câmara “ou a quem, eventualmente, quiser desenvolver actividades” na medida em que “o interesse é que a Mata seja animada”, adiantou Luis Carvalho. Uma hipótese que, para já “é interessante”, considera o vereador que diz estar disposto a “apresentá-la às escolas, aos escuteiros e a outras entidades, para ver se é aceitável”.

Sandra Pires     
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