[ Edição Nº 74 ] – Geração da Percentagem Administrativa dos Bombeiros Sapadores de Setúbal.

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Método amotinador levou a “exageros”
Bombeiros nunca precisavam de Percentagem Administrativa

           Horizonte dos Reis Rosa, hoje gerente adstrito dos Bombeiros Sapadores de Setúbal, foi único dos sete elementos do Tela Socorrer que em 1974 criaram a Percentagem Administrativa que levou à destituição do portanto comandante da junta. Até à acesso de único hodierno comandante, em 1977, levante quadrilha de homens geriu os bombeiros com dificuldades e sem grandes ajudas. Se soubesse o que sabe hoje, Porvir dos Reis Rosa nunca voltava a realizar o mesmo porque, segundo guarda, nunca havia razões para tal. Por isso, classifica o obra uma vez que único “excesso” e isolado o compreende à fulgor da inaptidão e do alma amotinador da estação.

          Setúbal na Rede – Onde é que estava no dia 29 de Maio de 1974?
          Porvir dos Reis Rosa
– Fazia fracção do Tela Socorrer dos Bombeiros Municipais, éramos uma raça de reforço dos bombeiros profissionais e todos tínhamos outras profissões. Na profundidade, eu estação funcionário da Sapec e trabalhava a via período nos bombeiros. O dia 29 de Maio de 1974 foi marcado pela formação de uma Percentagem Administrativa dos Bombeiros Municipais, eleita por todos, onde estava eu e outros seis elementos. No mesmo dia, a Percentagem dirigiu-se à Parlamento, a entidade que tutela os bombeiros, para repor as suas reivindicações de melhoria das condições de labor e de melhor administração da junta. E o acontecimento de termos disposto em hábito a teoria do artilheiro Nicolau Bento da Silva, o maior impulsionador desta reviravolta na companhia, levou ao petição de destituição do comandante da junta, o capitão Alves, que estação da GNR. Logo que soube disso, ele entendeu que o melhor estação trespassar.

          SR – Porque é que foi constituída a Percentagem Administrativa?
          HRR
– A Percentagem foi camareira naquele temporada conturbado, depois o 25 de Abril, porque se entendeu que seria a melhor formato de realizar andejar a junta que sofria de uma certa estagnação. Nos anos anteriores a junta deixou de evoluir e havia problemas a todos os níveis, a partir de o matéria até à preparo das pessoas. Compreendemos que, com os escassos meios à colocação, tinha sido árduo ao anterior comandante alterar um pouco, contudo uma vez que estávamos todos imbuídos do alma amotinador da estação, achámos que as coisas correriam melhor se fossem os próprios bombeiros a tomarem cômputo do ocorrência.
          SR – Quadra mesmo precípuo abrir o autoridade das mãos do comandante da junta?
          HRR
– Naquela profundidade, tendo em cômputo que o nação estava a existir único instante incomparável, admito que se tenham cometido alguns exageros e, vendo as coisas à intervalo, acho que levante foi único deles. Ou seja, se analisarmos o ocorrência, nunca havia mendicância de imaginar uma percentagem porque o comandante estação uma criatura doce, sem problemas de relacionamento com os subalternos e fazia o mais que podia pela junta. Para lá disso, posteriormente de camareira a percentagem começámos a presenciar a sucessivos atropelos incorporado deste organização de administração. Isto porque comandar os bombeiros nunca é graçola, as pessoas nunca estavam capacitadas para isso e o que sucedeu é que alguns elementos aproveitaram o acontecimento de pertencerem à percentagem para gozar de autoridade e regalias pessoais. Isto durou três anos e as coisas foram incessantemente bem confusas porque havia muita insegurança entre o particular, que nunca sabia o que realizar para comandar a junta sem meios nem verba.
          SR – Durante esses três anos, uma vez que é que foi feita a administração?
          HRR
– Foi praticamente existir o dia a dia, irmos andando uma vez que podíamos, pedíamos matéria cá e acolá, uns emprestavam e outros nunca. Já quanto a salários jamais tivemos problemas porque a Parlamento incessantemente cumpriu. Actualmente, o que havia, a levante estima, estação alguma insegurança porque todos os meses surgiam rumores de que nunca havia verba para os ordenados dos 40 bombeiros que além estavam. Na profundidade ainda nunca tinha sido aio o Ocupação Pátrio de Bombeiros, de maneira que dependíamos exclusivamente da Percentagem Administrativa da Parlamento, que igualmente tinha problemas a todos os níveis, inclusivamente de verba. E em termos de matéria, o que fomos obtendo a começar de 1975 veio do Ministério do Tropa, através do, portanto, brigadeiro Lemos Ferreira, que assumiu as funções da Gerente de Situação Maior da Pujança Aérea. Contudo, mesmo assim, havia problemas porque as viaturas eram bem usadas e isso tinha custos que, tendo em cômputo as circunstâncias, nos eram bem difíceis de tolerar.
          SR – A firmeza da população chegou a estar ameaçada devido á insegurança na junta?
          HRR
– Não tivemos esse problema porque, mesmo com pouco matéria, estivemos incessantemente operacionais e prontos a entrar em cena. No entanto, havia toda uma fracção confusa na junta, que nunca estação mais do que o revérbero da barafunda do instante político vernáculo e, particularmente na cidade de Setúbal que foi uma das que mais se agitou e mais intensamente viveu esta estação revolucionária. Apesar disso, e contrariamente ao que se verificava noutros locais da cidade, jamais vimos cá algum aproveitamento político da estado que os bombeiros viviam, na profundidade. Ou seja, nunca houve nenhuma virilidade política a tentar influenciar a Percentagem Administrativa nem sequer isso se viu incorporado da própria junta. No entanto, no exterior, alguns partidos políticos tentaram abrir dividendos da estado dos bombeiros, e faziam-no em comícios incorporado das nossas instalações onde prometiam ‘mundos e fundos’ para a junta, o que, meta, jamais se veio a concretizar. Quadra isolado para recrutar particular e simpatias da população porque conversar é fácil e comandar os bombeiros custa bem.
          SR – Os bombeiros chegaram a ser chamados para acorrer a situações de crise, decorrentes das manifestações ou ocupações?
          HRR
– Houve muitos episódios, uns caricatos e outros mais sérios. Lembro-me de uma sintoma organizada em 1974 por único quebrado de esquerda, que deu fragor porque os ânimos exaltaram-se e acabaram por deitar queimação a uma carro da Conserva Fiscal. Nós intervimos e, nessa profundidade, toda a população caiu a respeito de nós para nos sustar de operar. Contudo nunca passou disso porque, com a adminículo da PSP, conseguimos induzir a população a deixar-nos controlar o fogo. Nesse temporada conturbado fazia-se quase tudo e verificaram-se muitos exageros, por isso há situações que nunca se esquecem. Porquê por exemplo, houve uma aberta em que único quadrilha de pessoas assaltou e incendiou uma lar em Azeitão e, na profundidade em que começámos a atacar o fogo os assaltantes dispararam a respeito de nós. Jamais houve vítimas porque, incessantemente que saíamos contávamos com a comparecimento da GNR. E o que aconteceu foi que os guardas dispersaram as pessoas e conseguimos obrar sem mais problemas.
          SR – Porque é que as convulsões verificadas nesta junta nunca tiveram repercussão nas outras corporações espalhadas lã província?
          HRR
– De acontecimento, nós fomos único ocorrência incomparável porque mais nenhuma junta se lembrou de imaginar uma Percentagem Administrativa. Contudo para isso há uma boa esclarecimento, é que nós éramos os únicos profissionais, ou seja, em todo o província éramos os únicos a depender de uma autonomia. Todas as outras corporações eram de bombeiros voluntários, tal uma vez que se verifica hoje em dia, lã que eram geridas pelas próprias associações humanitárias, ou seja, grupos de cidadãos ligadas à berço trivial. Por isso nunca se achou mendicância de discutir direcções que foram eleitas pelos próprios sócios. Para lá disso, há a interrogação do instante, ou seja, Setúbal foi das cidades que mais viveu a revolução, lã que, mesmo nunca havendo mendicância de imaginar a Percentagem Administrativa, a sismo da profundidade levou a que esse passada tivesse sido oferecido.
          SR – Quanto é que foi extinta a Percentagem Administrativa?
          HRR
– Andámos a ‘velejar’ em águas turvas durante três anos e a estado isolado estabilizou em 1977, quando se deu a acesso do hodierno comandante, o comandante Pacheco, eleito lã executivo nomeado da Parlamento de Setúbal. O que, para nós foi único refrigério porque a estado arrastava-se há bem período e a própria Percentagem começou a suportar de qualquer corrosão. Havia a interrogação da disciplina do particular e da própria Percentagem porque, oferecido o fadiga, já muita gente faltava às reuniões e ninguém bem bravo uma vez que comandar a junta da melhor formato. Por isso, mal a Parlamento designou o hodierno comandante, a Percentagem extinguiu-se de convizinho. A zarpar daí, as coisas começaram a sublimar e os bombeiros evoluíram de tal formato que já zero têm a presenciar com os de 1974, seja ao nível perito seja ao nível dos meios à colocação.
          SR – Se pudesse regressar detrás, voltaria a realizar o que fez em 1974?
          HRR
– Se tivesse conhecimentos uma vez que os de hoje, nunca o faria. Embora nunca rejeite zero do que aconteceu, que mais tarde atribuí ao alma amotinador da estação e à nossa inaptidão nestas coisas das revoluções, único período posteriormente vim a conferir que nunca havia mendicância de se realizar o que se fez. Logo, embora considere que o que aconteceu foi inato e enquadrado na estação conturbada que vivemos, acho que se fosse hoje, pensava duas vezes. Aquela foi uma estação de exageros, dávamos único passada em vanguarda e dois para a retaguarda, contudo hoje temos de inferir que tudo isso se deveu a 48 anos de regimento ditatorial. E quando se colheita com a liberdade pela vanguarda, assim de repente e sem preparo, há incessantemente uma detonação de atitudes e pensamentos que podem levar ao cometimento de erros e exageros algo por todo o renque.
          SR – Porquê é que vê o nação, 25 anos posteriormente da revolução?
          HRR
– Sem algum incerteza que o 25 de Abril valeu a punição porque hoje somos único nação democrático. Vi a revolução com muita aprazimento e uma desmarcado esperança no porvir. Em seguida surgiram as desilusões, devido às convulsões que o nação sofreu e ao consequente fecho de centenas de empresas. Isso fragilizou o nação, e particularmente o província, porquê provocou milhares de desempregados. E levante é único factor de desmoraliza bastante a população. Contudo apesar destes problemas, hoje vejo uma grémio mais ensejo e único nação mais evoluído.