[ Edição Nº 77] – Associação de pequenas empresas apresentada em Setúbal.

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Associação de pequenas empresas em Setúbal
Promete defender os interesses do sector

           No dia 16 de Junho foi apresentada em Setúbal uma nova associação empresarial. Trata-se da AMPECS, Associação das Micro e Pequenas Empresas do Centro e Sul, que irá trabalhar ao nível de todo o distrito. A sede é em Sines, onde residem alguns dos fundadores da associação, estando prevista para breve a instalação de um núcleo no concelho de Setúbal.

          Nascida a partir da necessidade de “dar voz aos pequenos empresários” da região, a AMPECS formou-se tendo em conta que “nenhuma das associações empresariais existentes corresponde às necessidades do sector que é considerado o maior empregador do país”.

          A afirmação é de Pedro Castanho, secretário da direcção da AMPECS, que garantiu ao “Setúbal na Rede” ser “imprescindível” dar força e responder às necessidades das micro e pequenas empresas, uma vez que, no distrito, elas representam 46% dos postos de trabalho.
          Uma resposta que, segundo garante, não estava a ser dada pelas associações empresariais existentes, razão pela qual alguns dos sócios da AERSET, Associação Empresarial da Região de Setúbal, decidiram fundar esta nova associação. E segundo adianta, se as associações instaladas não ajudam “não é por falta de vontade mas sim porque não têm conhecimento dos problemas das micro-empresas”.
          Os pequenos empresários decidiram ainda juntar-se para “terem força e serem ouvidos”, uma vez que se têm verificado “muitos problemas ao nível da constituição e da gestão das empresas”, para além das dificuldades “colocadas pela banca” ao investimento neste tipo de empresa.
          Assim, nesta primeira fase de arranque da associação, os empresários querem ser tratados como parceiros no desenvolvimento da economia regional. E tendo em conta as necessidades específicas do pequeno empresariado, Pedro Castanho garante que as maiores prioridades são conseguir que o próximo Quadro Comunitário de Apoio preveja apoios a estas empresas “ao nível do seu funcionamento”, o que deve ser acompanhado de medidas para a redução das taxas de juro, para que essas taxas se tornem “mais competitivas”.
          Neste aspecto Pedro Castanho recorda as actuais taxas de juro, entre os 10 e os 14%, que os pequenos empresários consideram “absolutamente incomportáveis”. Para além disso, a AMPECS defende que o apoio governamental à formação das micro e pequenas empresas, “deve prolongar-se no tempo até que atinjam a maturidade”, por forma a evitar “tantos abandonos de actividade e algumas falências por falta de auxílio oficial”.

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