[ Edição Nº 89] – Quercus está contra o plano de urbanização de Tróia.

0
Rate this post

Por causa do meio ambiente
Quercus ‘chumba’ plano de Tróia

       A associação ambientalista Quercus ‘chumbou’ o Plano Urbanístico de Tróia, elaborado pela Câmara Municipal de Grândola. A posição foi divulgada no dia 14 de Setembro, e os ambientalistas garantem, tomar medidas para evitar a implementação do documento.

O Plano de Urbanização de Tróia mereceu o parecer desfavorável da Quercus porque “coloca em causa a sensibilidade de uma importante área de conservação da Natrureza“. A afirmação é de Francisco Ferreira, o presidente da Quercus, depois de uma análise ao documento que não contou com a participação dos ambientalistas, uma vez que, “apesar da demonstração de disponibilidade“, a autarquia não os convidou para tal.

Do ponto de vista da Quercus, as “profundas” mudanças prevista em Tróia, “são incongruentes com o objectivo fundamental do plano” que pretendia a valorização da área como zona turística, de lazer e de recreio.

E a Quercus garante mesmo que, se o documento for aprovado, na próxima semana enviará um relatório à Comissão Europeia e dará início a iniciativas para denunciar o que classifica como “a incongruência de um plano” que no entender dos ambientalistas, “em vez de valorizar a península pretende destrui-la“.

Entre as diversas irregularidades apontadas pelos defensores do ambiente, estará a prevista construção de estruturas como um campo de golfe, um porto de recreio junto ao actual cais do ferry boat, e várias áreas urbanas a instalar em zonas naturais sensíveis.

E a Quercus vai mais longe ao garantir que, no caso específico da urbanização da Soltróia, a afectação deve implicar o ‘chumbo’ imediato por parte do Instituto de Conservação da Natureza.

A associação ambientalista manifesta também a sua preocupação quanto à intenção de transferir o cais do ferry boat para a zona dos Fuzileiros, uma vez que considera ser este projecto uma possível fonte de desestabilização daquela zona da península de Tróia.

Para além disso, a urbanização prevista é “excessiva“, garante Francisco Ferreira, uma vez que prevê mais de 13 mil camas, contrariando as indicações apontadas pelo PROTALI, Plano Regional de Ordenamento do Território do Alentejo Litoral, que se refere a um máximo de 10 mil camas nesta área da península de Tróia.