[ Edição Nº 92] – Criada sociedade de desenvolvimento para a costa de Almada.

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Sociedade entre Governo e Câmara de Almada
1,85 milhões de contos vão requalificar a costa

       No dia 29 de Setembro, a secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Maria José Constâncio, e a presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília de Sousa, formalizaram a constituição da Sociedade de Desenvolvimento da Frente Ribeirinha Norte e Atlântica de Almada. A sociedade anónima tem por missão gerir as acções de ordenamento e de promoção daquelas zonas naturais e turísticas do concelho.

A assinatura do documento que formalizou a constituição da sociedade, a que se juntou um acordo de cooperação técnica e financeira com o objectivo de investir 1,85 milhões de contos na requalificação urbana e ambiental da frente urbana de praias, veio de encontro às reivindicações feitas ao longo dos últimos anos pela presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, e pelo presidente da Assembleia Municipal, José Manuel Maia.

Por isso, a autarquia diz-se agora “optimista quanto à possibilidade do rápido cumprimento” do seu objectivo inicial, ou seja, iniciar a requalificação das áreas ribeirinha e atlântica, na sua maioria sob a responsabilidade de várias entidades públicas. E José Manuel Maia vai mais longe ao garantir ao “Setúbal na Rede” que algumas obras de requalificação poderão avançar de imediato.

Entre esses investimentos estruturantes estão as previstas obras de prolongamento da via rápida da Costa e a construção do terminal rodo-fluvial da Trafaria, que podem ser feitos de imediato desde que “haja vontade política para isso”, acrescenta o presidente da Assembleia Municipal de Almada.

O desbloqueamento da solução para os problemas da Costa caíram bem no seio da Assembleia Municipal de Almada que, na sua última reunião, aprovou uma moção onde se congratula pela resolução dos problemas naquela zona do concelho.

Parte das verbas necessárias à requalificação, estimadas em 1,85 milhões de contos, serão contempladas no próximo Quadro Comunitário de Apoio. Por seu lado, a sociedade anónima que terá como função gerir as acções de requalificação, e onde o Estado participa com 380 mil contos e a Câmara com 170 mil, continua aberta à participação de outras entidades públicas.