[ Edição Nº 105] – Moradores de Sarilhos voltam a protestar contra a Câmara do Montijo por causa das obras na ponte.

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Ponte de Sarilhos divide autarquias
Protestos da população subiram de tom

          O embargo efectuado pela Câmara Municipal de Montijo às obras realizadas pela Câmara da Moita na ponte que une duas freguesias daqueles dois concelhos continua a provocar polémica junto da autarquia montijense. Pela segunda vez no espaço de um mês, os representantes da Comissão Pró-Ponte, que congrega moradores das duas freguesias e os presidentes das respectivas juntas, voltaram a protestar, junto dos órgãos de decisão da edilidade, contra o embargo às obras.

O embargo dos trabalhos de reconstrução e melhoramento da ponte de Sarilhos foi um acto “meramente político e demonstrativo de desprezo pela população”. A afirmação é da Comissão Pró-Ponte, que no dia 27 de Dezembro se pronunciou sobre o assunto durante a reunião da Assembleia Municipal de Montijo.

E nem as explicações da presidente do município, Maria Amélia Antunes, de que o embargo ocorreu porque as obras da Câmara da Moita estavam a ser realizadas em terrenos de Montijo sem a devida autorização da autarquia, chegaram para acalmar os ânimos dos representantes das duas freguesias que se dizem prejudicados com tal decisão.

Por isso, segundo António Miguel, presidente da Junta de Freguesia de Sarilhos Grandes, no concelho de Montijo e membro da Comissão Pró-Ponte, garantiu ao

“Setúbal na Rede” que “os protestos vão continuar” até que Maria Amélia Antunes decida a continuação das obras iniciadas pelo autarca da Moita, João Almeida.

E o autarca de freguesia nem quer ouvir falar no projecto alternativo apresentado há duas semanas pela Câmara de Montijo, que consistia numa travessia rodoviária em substituição da velha ponte, uma vez que se trata de “um projecto absurdo que pretende criar uma via numa zona ambientalmente protegida”.

Lembrando que foi por essa razão que o projecto foi ‘chumbado’ pela Comissão Pró-Ponte e pela própria Câmara Municipal da Moita, António Miguel volta a lembrar que o que a população das duas freguesias quer é “manter a travessia pela ponte”.

Ao que tudo indica, a presidente da Câmara de Montijo ainda não recebeu a resposta da Câmara da Moita ao projecto de travessia, pelo menos a avaliar pelas declarações de Maria Amélia Antunes durante a reunião da Assembleia Municipal, onde garantiu continuar à espera do parecer da Moita sobre a proposta alternativa.

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