[ Edição Nº 114] – Montijo faz levantamento do património histórico e cultural.

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Montijo quer conhecer património
Faculdade de Letras vai fazer o levantamento

          No dia 2 de Março, a Câmara Municipal de Montijo assinou um protocolo com o Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, com vista à realização de um levantamento de todo o património histórico e cultural do concelho. O projecto já está no terreno e a autarquia conta ter resultados dentro de um ano.

O levantamento e a catalogação de todo o património arquitectónico, histórico e cultural do concelho de Montijo e a posterior publicação de um estudo e de uma monografia, são os objectivos do protocolo que colocou já investigadores no terreno. A ideia partiu do executivo de Maria Amélia Antunes, uma vez que, de acordo com o vereador do pelouro da Cultura, Nuno Canta, “há uma grande necessidade de descobrir e de perpetuar a história do concelho”, desde os seus primórdios aos dias de hoje, passando pelas componentes rural e urbana.

Mas segundo adianta, o levantamento não irá ficar por aqui tendo em conta que uma das principais tarefas dos especialistas universitários será “a investigação sobre todo o património entretanto desaparecido”. Por essa razão, as investigações estender-se-ão à literatura e à imprensa local publicada ao longo dos últimos séculos. Assim, se por um lado, este levantamento “do que já não existe” permitirá à autarquia “saber as razões desse desaparecimento”, por outro será a forma de preencher as lacunas históricas locais, adianta o vereador.

No caso do património ainda existente, Nuno Canta refere uma outra utilidade para o levantamento agora a efectuar. É que o resultado das investigações “servirá ainda para ter uma noção do estado em que se encontra esse património”, o que para a Câmara se reveste de “uma importância fundamental” visto que será uma forma de apontar caminhos “para tomar medidas de intervenção” junto das áreas mais necessitadas.

Não colocando de parte a possibilidade do estudo vir a resultar também numa tomada de posição da autarquia quanto à classificação de edifícios históricos pelo IPPPAR, o vereador chega a dar o exemplo do Palácio do Saldanha, cuja arquitectura e antiguidade “merecia uma classificação oficial“.