[ Edição Nº 126] – Moita classifica Capela de São Sebastião mas polémica sobre propriedade continua.

0
Rate this post

Capela de São Sebastião é de interesse municipal
Moita classifica mas a polémica continua

         A Assembleia Municipal da Moita e o executivo da autarquia decidiram classificar a capela de São Sebastião como património de interesse municipal. O que dá jeito para proteger e permitir o financiamento à recuperação do monumento mas que não parece resolver muito mais que isso se, entretanto, não for resolvida a contenda acerca da propriedade do edifício.

A classificação foi um processo “regular” e veio no seguimento do que já tinha sido acordado com a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais com vista à assinatura do protocolo entretanto suspensa porque o padre da Paróquia reclamou para a Igreja a posse do edifício da capela.

A explicação é do vereador do pelouro da Cultura na Câmara da Moita, José Manuel Fernandes, que garantiu ao

ser mesmo este edifício de interesse municipal, uma vez que, de acordo com as últimas investigações, a inscrição epigráfica mais antiga remonta a 1453 e indica que a capela terá sido construída pelos moradores de Alhos Vedros e da Moita.

Mas enquanto a questão da propriedade do imóvel não for esclarecida “nada poderá ser feito” no sentido de a recuperar, lamenta o vereador da Cultura, que acusa o padre da Paróquia de falta de diálogo uma vez que “desde que entravou o processo, nunca mais respondeu aos nossos pedidos de reunião” para esclarecer o caso.

Em causa está a propriedade do edifício que o padre diz pertencer à Igreja mas, de acordo com o vereador, “até agora não foram apresentadas quaisquer provas disso”, ou seja, a escritura da propriedade do imóvel. Por outro lado, José Manuel Fernandes considera “difícil” que a capela seja pertença da Igreja, uma vez que fica em terrenos da Câmara e “rodeada por moradias propriedade da autarquia” bem como pelo cemitério local.

Seja como for, o que a Câmara quer é que o imbróglio seja rapidamente resolvido, para que “se assine o protocolo” com a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos, de forma a desbloquear as verbas que quer esta entidade quer a própria autarquia “destinaram à recuperação e conservação” daquele património histórico.

Por isso, a edilidade vai insistir nos pedidos de reunião com o padre e, se entretanto, a Igreja não provar que é proprietária da capela, então a Câmara da Moita chamará a si a responsabilidade por aquele que é considerado um dos mais importantes monumentos do concelho.