[ Dia 22-06-2001 ] – Travessia da linha do Sado com solução à vista.

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Travessia da linha do Sado com soluções à vista

Depois dos protestos públicos realizados esta semana por autarcas de freguesia, utentes e estudantes a propósito da falta de uma passagem para peões no apeadeiro dos comboios em Praias do Sado, em Setúbal, a Câmara voltou a reunir com representantes da REFER para discutir as possibilidades de criação de uma passagem pedonal prometida pelas duas partes desde 1999. A solução pode estar à vista, por força de uma proposta da entidade que gere as infra-estruturas da CP.

A construção de uma passagem aérea de acesso ao Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) ao longo da linha férrea, bem como a criação de uma segunda via para os peões com destino à povoação de Praias do Sado, junto à estrada municipal 379 – o que implica o alargamento da própria estrada – é a ideia em discussão entre os responsáveis da REFER e a vereadora do Pelouro do Urbanismo, Teresa Almeida.

Embora venha contrariar a proposta avançada pela Câmara – de criação de apenas um caminho pelo lado sul da estrada, mesmo junto ao viaduto Alto da Guerra/Mitrena, Teresa Almeida está convencida de que a REFER apresentou uma ideia “interessante”. Por isso, e apesar de admitir que o alargamento da via rodoviária, “acaba por causar custos acrescidos” para a autarquia, reafirma a vontade da Câmara em investir num projecto que “garanta a segurança das populações”.

A proposta, em estudo pelo município, poderá ter uma resposta conclusiva já no próximo dia 2 de Julho, altura em que Teresa Almeida prevê reunir novamente com a REFER. A vereadora diz-se satisfeita pelo “interesse” na resolução deste problema, demonstrado pela empresa responsável pelas infra-estruturas da CP, ao fim de três anos de discussão e atrasos no processo.

Quem continua à espera de ver soluções no terreno é o presidente da Junta de Freguesia do Sado, Eusébio Candeias, que considera “urgente” a implementação de uma travessia pedonal naquela zona atravessada diariamente por milhares de utentes “colocando as vidas em risco ao atravessarem, quer por dentro da linha quer ao longo da estrada”, pois esta última é utilizada pelo tráfego pesado da zona industrial e não dispõe sequer de passeios.  seta-5192406