[ Dia 20-02-2001 ] – AVISO À NAVEGAÇÃO por Rogério Severino.

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AVISO À NAVEGAÇÃO
por Rogério Severino (jornalista) Setúbal, os genomas  e os nossos ‘irmãos’ ratos

Afinal é tudo um problema do genoma. Agora já sabemos porque é que os políticos domésticos são tão parecidos aos roedores e são somente trezentos os genes que os separam. Quem não deve ter gostado da nova descoberta terão sido os próprios ratos, que em nada beneficiam ao ser comparados aos humanos. Aliás, ao que sabemos, a Convenção Mundial dos Ratos vai preparar um protesto e rejeita completamente a clonagem. Tudo para não se parecerem com os humanos.

O genoma é o conjunto de genes, um grupo de cromossomas que pode ser de origem paterna ou materna e, ao contrário do que se esperava, somente poucos mais de trintal mil fazem o “retrato” de um ser humano. Assim, está tudo mais claro e por isso compreendemos melhor as limitações dos políticos domésticos. Mas os genomas estão espalhados por todo o corpo humano, desde o cérebro, até aos pés. E há genomas malignos e benignos, há os que fazem desenvolver o humor e os diferentes estados de espírito, bem como a maldade, o bom senso e a bondade.

Gostaríamos de ver os genomas e poder manipulá-los porque assim, por exemplo, conseguiríamos saber o que faz um Ministro defender a co-incineração, o que provoca em certas pessoas a aversão às belezas da natureza, como o Sado e a Arrábida. Independentemente da descoberta da composição dos genomas seria interessante saber quais os genes que provocam o apoio à co-incineração e bani-los da composição humana, ou seja, nos futuros seres humanos estes genes não deviam estar incluídos. É evidente que também haveria que pesquisar os genes dos autarcas e eliminar as tendências de aversão à defesa do ambiente. Isto sem falar nos políticos que devem ter um elevado défice de genes, razão pela qual aquilo que fazem envergonha os roedores, salvo as devidas diferenças.

Pensamos que a partir da descoberta do genoma humano se podem criar pessoas melhores e Setúbal precisa mesmo disso. Em todas as áreas, e se bem que não seja para os anos mais próximos, pensamos que só o manuseamento dos genomas humanos pode criar pessoas diferentes, sobretudo melhores. Assim, esta descoberta torna-se mais importante porque pode fazer um tecido humano diferente, morfologicamente igual mas com um conceito positivo do meio em que vive. É evidente que teremos que passar a considerar os ratos como nossos “irmãos”. Trezentos genes de diferença… não é nada e muitas vezes, devido a tão estranhos comportamentos, os ratos não são tão prejudiciais como os seres humanos.Perante isto, perguntamos: serão necessárias as desratizações, quando muitas vezes os homens procedem pior do que os ratos, nos diversos ramos de actividade? O que pensarão os ratos? Será que eles defendem a “desumanização”? Seria interessante saber.

Acreditamos que o verdadeiro futuro desta Região passa pela modificação genética. Não pela clonagem, porque, se se verificassem erros, em vez de um incompetente, teríamos dois, o que seria substancialmente mais grave.

Que bela seria a vida se, independentemente de um melhor conhecimento e consequente tratamento de doenças, os genomas pudessem ser manipulados somente para fazer com que o homem pudesse ser útil e respeitasse o meio-ambiente. Aliás, com o tratamento dos genomas não haveria lugar á co-incineração nem a todos os processos de agressão ao ambiente.

Quando os cientistas puderem fazer o tratamento dos genomas, Setúbal deve ser a primeira cidade portuguesa a beneficiar desse tratamento. Para bem da Humanidade.