[ Dia 26-02-2001 ] – Seixal cria Espaço de Pesquisa ambiental.

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Seixal cria Espaço de Pesquisa Ambiental

Dotar os munícipes de um espaço de consulta ambiental, é o objectivo do Espaço de Pesquisa Ambiental (EPA) que a autarquia seixalense decidiu abrir nas instalações da Divisão de Ambiente, instalada no Fogueteiro. A ideia é oferecer aos cidadãos um espaço de debate, pesquisa e esclarecimento. Para o vereador do pelouro, Adelino Tavares,  trata-se de um espaço único no país.

“Uma nova experiência na área da educação ambiental” é como Adelino Tavares classifica o investimento feito pelo município no EPA que surgiu “na sequência da procura” quer por ambientalistas quer por investigadores e até estudantes, de elementos sobre o modo como o ambiente tem vindo a ser tratado.

De acordo com o vereador, o EPA vai disponibilizar a consulta de CD-Roms, estudos ambientais e projectos elaborados pela Câmara  ou outras entidades, bem como um espaço de participação pública “onde os cidadãos podem obter esclarecimentos ou mesmo apresentar queixas” sobre estes assuntos, nomeadamente a qualidade do ar e o nível de ruído naquela zona do distrito.

Para o público estudantil, Adelino Tavares promete também a disponibilização de uma audioteca e a realização de acções de sensibilização, ateliers, e visitas de estudo, acompanhadas com especialistas e técnicos da Câmara Municipal na área do ambiente. Na mira, segundo conta o vereador, estarão visitas a empreendimentos como o aterro sanitário, as estações de tratamento de águas residuais, o depósito de água da Cruz de Pau e a Estação de Medição da Qualidade do Ar da Aldeia de Paio Pires.

Este projecto ambiental, considerado “inovador” pelo responsável do pelouro do Ambiente, tem por objectivo principal “despertar os cidadãos”, nomeadamente os mais novos, “para as práticas ambientais correctas”. Este investimento surge a poucos dias do início do Mês da Árvore, que decorrerá durante todo o mês de Março, e no qual o município pretende envolver toda a população escolar do concelho na plantação de árvores e arbustos.

A novidade deste ano vai estar no aproveitamento de oliveiras “que seriam para abate” caso a Câmara não interferisse no processo. Diz Adelino Tavares que a autarquia vai adquirir 200 oliveiras de Alqueva, que “iriam para abate ao abrigo da desmatação em curso para a concretização da barragem”. Para já, sabe-se que as oliveiras serão distribuídas pelas Juntas de Freguesia para plantação em zonas estratégicas do concelho como é o caso das rotundas de acesso à Estrada Nacional 10.