[ Dia 08-03-2001 ] – Património do Seixal candidato ao QCA III.

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Património do Seixal candidato ao QCA III

A Câmara Municipal do Seixal vai apresentar, este mês, a candidatura do Programa de Desenvolvimento e Qualificação do Ecomuseu Municipal ao Programa Operacional de Cultura (POC), ao abrigo Terceiro Quadro Comunitário de Apoio (QCA III). Trata-se de uma medida inovadora nesta área, segundo garantiu o presidente da autarquia, Alfredo Monteiro, na cerimónia de apresentação oficial do programa.

A ideia deste programa é promover a preservação e dinamização do património local, garante o presidente da autarquia que vai mais longe ao afirmar  ser necessário  “desenvolver, qualificar e consolidar” a história industrial do concelho. Alfredo Monteiro garante ser esta “a primeira vez que em Portugal se quer classificar património industrial ao lado do património tradicional”, razão pela qual o projecto é considerado pela Câmara do Seixal como ‘revolucionário’.

Com um investimento total na ordem dos 3,5 milhões de contos, dos quais 62 por cento serão participados pelo POC e os restantes cerca de 1,3 milhões de contos, a cargo da autarquia, o projecto do Ecomuseu é visto pelo presidente como inserido numa “estratégia cultural, estrutural e económica para o município”. Por isso, um dos objectivos é que o Ecomuseu venha a ser  “integrado na Rede Museológica Nacional”.

As intervenções previstas ao abrigo do Programa de Desenvolvimento e Qualificação do Ecomuseu vão contar com o apoio do IPPAR/Instituto Português do Património Arquitectónico, em colaboração com os técnicos da autarquia. A ideia é proceder à musealização da antiga fábrica de cortiça da Mundet, que irá receber também a instalação dos serviços centrais do Ecomuseu, e a qualificação dos pólos museológicos da Quinta da Trindade, Olaria Romana do Rouxinol, Moinho de maré de Corroios e Núcleo Naval da Arrentela.

Numa segunda vertente, será efectuado o desenvolvimento do Circuito Museológico Industrial, que levará à criação de agências de desenvolvimento local que implique a Sociedade Africana da Pólvora, Alto Forno da Siderurgia nacional, Lagares de Azeite do Pinhalzinho e do Fogueteiro, Armazéns e cais da Seca do Bacalhau e Forno de Cal da Azinheira.

Convicto de que a candidatura ao POC “virá a ser aprovada”, o autarca seixalense explica que os financiamentos serão feitos de forma gradual conforme os projectos se forem desenvolvendo no terreno. A explicação de Alfredo Monteiro para o facto do prazo para a execução deste programa ir até 2006, ou seja, o tempo de duração do QCA III.