[ Dia 21-01-2002 ] – Jogo do pontapé para cima sorriu ao Varzim.

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Jogo do pontapé para cima sorriu ao Varzim

O jogo iniciou de feição para os sadinos, que inauguraram o marcador com dois minutos de jogo decorrido. O que pareceu ser um bom tónico perante o lanterna vermelha, serviu para os sadinos recuarem e, praticamente, nunca mais saírem do seu meio-campo. Pelo menos com pés e cabeça. O Varzim também não fez muito, mas soube aproveitar o controlo do meio-campo e dois erros da defesa sadina para virar o resultado. O Vitória terminou com quatro avançados, mas era muito jogador para tão pouca bola e futebol.

Árbitro: Isidoro Rodrigues

Vitória Futebol Clube: Bossio; Paulo Ferreira; Eliseu (Cap.); Hugo Costa; Rui André; Marco Ferreira; Ico; Costa; Fernando Mendes; Jorginho; Rui Miguel.

Treinador: Jorge Jesus

Alinharam ainda pelo VFC: aos 58 minutos saiu Fernando Mendes e entrou Meyong; aos 68 minutos saiu Marco Ferreira e entrou Evandro; aos 80 minutos saiu Jorginho e entrou Hugo Henrique.

Disciplina: nada a assinalar.

Varzim S. C.: Hilário; Margarido; Alexandre (Cap.); Medeiros; Quim Berto; Marco Freitas; Toni Vidigal; Paulo Piedade; Mariano; Vinicius.

Treinador: José Alberto Costa

Alinharam ainda pelo Varzim S. C.: aos 34 minutos saiu Mariano e entrou Pickeu; aos 79 minutos saiu Marco Freitas e entrou Sérgio Carvalho; aos 93 minutos saiu Vinicius e entrou Roland.

Disciplina: amarelo aos 94 minutos para Roland.

Golos:

0-1 aos 2 minutos por Rui Miguel, após centro da esquerda de Jorginho, não teve dificuldades em bater de cabeça o guardião Hilário; 

1-1 aos 43 minutos por Paulo Piedade, cruzamento da direita por marco Freitas e o que pareceu ser uma cabeçada inofensiva de Paulo Piedade, culminou num golo, do qual Bossio não está isento de culpa;

2-1 aos 65 minutos por Vinicius. Incrível a forma como a defesa sadina por três vezes não conseguiu tirar a bola de perto da sua grande área, que culminou com um mau atraso para Bossio. Este pela sua fez voltou a ‘despachar’ mal para os pés de um varzinista que rematou ao poste e na recarga Vinicius apenas teve que empurrar;

O desafio não podia ter começado de melhor maneira para os sadinos. Com dois minutos decorridos e Rui Miguel, a cruzamento de Jorginho, marcou de cabeça uma bola que não podia falhar na pequena área varzinista.

O golo madrugador prometeu animar o jogo entre os dois últimos classificados da I Liga. Mas foi puro engano, a melhor jogada desta primeira parte foi o tento sadino e ficou por aí.

O Varzim respondeu, mas sem grande perigo e sem grande intencionalidade. O Vitória é que não conseguiu nem soube aproveitar o tento para explorar o contra-ataque. Contra-ataque que no reduzido campo de Varzim é complicado, pois um pontapé e a bola já está na área adversária.

O miolo sadino era inexistente e estava completamente partido, valendo aos setubalense o desacerto do adversário. Foi incrível a quantidade de passes errados e o chamado pontapé para a frente e ‘fé em Deus’. O objectivo era despachar a bola de perto das balizas e o resto, que deveria ser o futebol, foi absolutamente secundário.

No entanto, o Varzim conseguiu se instalar em terreno sadino e daí adveio uma série de faltas que o ex-benfiquista e sportiguista Quim Berto foi aproveitando para colocar a bola na área sadina. Mas sem grande alarmes para a baliza comandada por Bossio.

Foi talvez devido a monotonia deste ‘chuveirinho’ inconsequente, que Bossio se distraiu aos 43 minutos e não ficou isento de culpas no empate dos homens da Póvoa. Um centro em balão por Marco Freitas para Paulo Piedade, que num local aparentemente inofensivo cabeceou serenamente para o golo.

Assim foi uma primeira parte sem nada para contar, tirando os dois golos, os inúmeros erros e um futebol muito feio de ambos os lados.

Esperou-se melhorias no segundo tempo, pois pior era difícil de fazer. Mas ambas as equipas quiseram manter a bitola do primeiro tempo e não hesitaram em praticar um jogo que pareceu ser mais jogado com as canelas do que com os pés.

Do Varzim, que durante este campeonato ainda não mostrou talento nem criatividade para jogar bom futebol, não surpreende. Agora os sadinos que  no inicio de época fizeram excelentes jogos, custa entender que a equipa seja uma sombra daquilo que já fez.

O segundo golo do Varzim, surgiu em sequência de um erro incrivel de praticamente toda a defesa e guarda-redes setubalenses. Ninguém conseguiu tirar a bola da sua intermediária e culminou com um mau passe para Bossio, que também não fez melhor e entregou a bola a um adversário. Este ainda rematou primeiramente ao poste, mas na recarga o dianteiro Vinicius apenas teve de empurrar para o funda da, deserta, baliza sadina.

Nos últimos dez minutos, os sadinos tentaram tudo por tudo ao colocar quatro avançados, mas sem nenhum discernimento e sem levar perigo para baliza adversária.

No final do desafio o técnico varzinista, José Alberto Costa, considerou que  o triunfo da sua equipa foi “uma vitória sofrida e do carácter”. No outro lado, Jorge Jesus lamentou que a sua equipa “jogasse intranquila” e que vinha na intenção de “pontuar”. Na opinião do técnico setubalense o resultado certo era “a divisão de pontos”.

O destaque no Vitória de Setúbal:

Rui Miguel, porque marcou o golo sadino e num remate de longe obrigou Hilário a uma defesa mais apertada.  seta-7193257