[ Dia 15-04-2002 ] – Amora regressa às vitórias frente ao Operário.

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A equipa amorense esteve a perder, por 1-0, mas acabou por conseguir virar o resultado para 2-1. Numa jornada onde nenhuma das equipas do distrito foi derrotada, o Barreirense ganhou ao Benfica B, por 2-1, no Estádio da Luz, e o Seixal empatou no terreno do Imortal.

Local: Estádio da Medideira, na Amora (400 espectadores)

Árbitro: Carlos Silva (Aveiro)

AMORA: Paulo Grilo, Quaresma, Barreiras, Madeira (cap.), Valter, Baroty, Carlitos, Rebocho, Málá, Ricardo Jesus e N’jó.

Treinador: José Carvalho

Jogaram ainda: Alex e Santiago entraram para os lugares de Barreiras e Ricardo Jesus, aos 46 minutos; Briguel substituiu Baroty, aos 75 minutos.

Disciplina:.Cartão amarelo a Madeira (26’), a N’jó (28’), a Barreiras (45’) e a Carlitos (90’).

OPERÁRIO: Candeias, Paulo Serrão, Vladimir, Ricardo António, Cabé, Semedo, Rui Andrade, Romicha, Simão, Vado e Humberto.

Treinador: Filipe Moreira

Jogaram ainda: Quental substituiu Vado, aos 68 minutos; Ricardo Vinhais entrou para o lugar de Romicha, aos 82 minutos.

Disciplina: Cartão amarelo a Vado (35’), a Semedo (56’), Ricardo António (64’), a Vladimir (71’) e Romicha (81’). Cartão vermelho a Semedo (65’), por acumulação de amarelos.

GOLOS:

0-1, por ROMICHA: Simão ganhou uma bola dividida dentro da grande-área do Amora e cruzou para Romicha, que, sem marcação, cabeceou para o fundo da baliza de Paulo Grilo.

1-1, por N’JÓ: Numa jogada que parecia inofensiva, o ponta-de-lança amorense cabeceou ainda de fora da grande-área e fez um chapéu ao guarda-redes Candeias.

2-1, por REBOCHO: Carlitos, na direita, fintou um adversário em velocidade, foi à linha de fundo e cruzou atrasado para Rebocho, que rematou de primeira e fez o golo da vitória do Amora.

O Amora recebeu e venceu o Operário dos Açores, por 2-1, no Estádio da Medideira, em jogo da 31ª jornada da Zona Sul da II Divisão B. A equipa amorense esteve a perder, 1-0, mas conseguiu virar o resultado a seu favor perto do final. Rebocho estava para ser substituído, só que como marcou o golo da vitória, ficou em campo até final.

Sem ganhar há cinco jornadas, o Amora entrou em campo algo inseguro. Nos primeiros minutos, o equilíbrio foi total e o melhor que a equipa treinada por José Carvalho conseguiu foi um remate de Ricardo Jesus, quase para fora do estádio, aos 8 minutos.

O Operário, aproveitando a insegurança amorense, lançava rápidos contra-ataques. Um deles, aos 12 minutos, culminou com um remate de Vado – jogador que representou muitos anos o Marítimo, na I Liga -, por cima da baliza de Paulo Grilo.

Como os avançados do Amora não conseguiam fugir às marcações e ameaçar a baliza adversária, o defesa-central Valter arrancou, aos 23 minutos, pela esquerda em jogada individual. Fez tudo bem até entrar na área, mas depois chutou muito por alto.

Numa primeira parte muito pobre, o último lance de perigo junto de uma das balizas resultou de um livre directo marcado por Ricardo Jesus, aos 30 minutos, que levou a bola a passar muito perto da baliza de Candeias.

Para o segundo tempo, José Carvalho apostou no ataque e fez entrar Alex e Santiago, para os lugares de Barreiras e Ricardo Jesus. A ousadia do treinador do Amora custou-lhe, no entanto, muito caro: aos 48 minutos, o Operário aproveitou o balanceamento amorense no ataque e inaugurou o marcador.

Simão ganhou uma bola dividida dentro da área e cruzou para Romicha, que de cabeça, só teve de empurrar para a baliza. “Diz-se que quando se tapa a cabeça, destapam-se os pés. Foi o que nos aconteceu”, explicou José Carvalho.

O Amora teve, então, de arriscar tudo e, depois do golo do Operário, passou a jogar ainda mais ao ataque. N’jó, descaído na esquerda, escapou-se à defesa adversária, aos 58 minutos, mas desperdiçou a oportunidade de marcar, rematando fraco à figura de Candeias.

Na jogada seguinte, apesar de bem mais difícil, N’jó cabeceou à entrada da grande área do Operário e levou a bola a sobrevoar o guarda-redes Candeias e a entrar na baliza. O golo, de tão inesperado, só foi festejado alguns segundos depois pelo pouco público presente na Medideira.

O golo de N’jó animou a equipa amorense, que começou a acreditar que ainda podia chegar à vitória. Esperança que aumentou, aos 65 minutos, com a expulsão de Semedo. A jogar em superioridade numérica, o Amora pressionou muito o Operário e, aos 73 minutos, acabou por conseguir chegar ao golo da vitória.

Carlitos foi desmarcado na direita e, após uma boa recepção, fintou um adversário em corrida e cruzou atrasado e rasteiro para Rebocho, que, livre de marcação, rematou sem dificuldade para o fundo da baliza de Candeias.

Curioso foi o facto de, na altura do golo, José Carvalho já ter dado ordem para a substituição do mesmo Rebocho por Marco. E, com o golo, ter decidido deixar o jogador em campo até final. Marco, que já estava junto à linha, acabou por nem sequer entrar.

Reduzido a 10 jogadores e a perder, o Operário ainda tentou chegar, pelo menos, ao empate. E esteve muito perto de o conseguir quando, já em período de compensação, Humberto fez um centro-remate e levou a bola a embater na trave da baliza de Paulo Grilo. Logo a seguir ao susto do Amora, o árbitro Carlos Silva apitou para o final da partida.

“Sabíamos que era um jogo complicado e, depois de uma primeira parte muito equilibrada, tivemos de arriscar tudo. Nunca baixámos os braços e acabámos por ganhar com justiça”, afirmou José Carvalho, após o encontro.

Quem não quis fazer declarações à Comunicação Social foi o treinador do Operário, Filipe Moreira, que, no entanto, reclamou, aos gritos, entre a comitiva açoriana, que a sua equipa tinha sido “prejudicada na amostragem dos cartões amarelos”, criticando duramente a actuação do árbitro Carlos Silva.

Com este triunfo o Amora igualou, com 44 pontos, o Seixal e o Imortal, no sexto lugar. Duas equipas que nesta jornada jogaram em Albufeira. O Imortal esteve a ganhar por 1-0 até muito perto do fim do jogo, altura em que o Seixal conseguiu marcar o golo do empate.

Também em bom plano esteve o Barreirense, que, na difícil deslocação ao Estádio da Luz para defrontar o Benfica B, venceu por 2-1. Vitória que permitiu a equipa do Barreiro consolidar a sua posição na tabela classsificativa, com 43 pontos, apenas menos um do que o Amora e o Seixal.

Na próxima jornada, a 32ª, agendada para dia 21 de Abril (domingo), o Seixal recebe o Machico, o Barreirense joga em casa o Marítimo B e o Amora desloca-se ao terreno do Olhanense. seta-9718009