[ Dia 20-05-2002 ] – Palmela presta homenagem a Fernando Pessa.

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Palmela presta homenagem a Fernando Pessa

Uma homenagem àquele que era o mais velho jornalista do mundo em actividade, foi o mote para o lançamento de uma brochura sobre Fernando Pessa, cerca de um mês depois do seu desaparecimento. A ideia foi dos professores e estudantes da Escola Secundária de Palmela e teve como base a visita que o jornalista fez à escola em 1997 para uma conversa com os alunos do Curso Tecnológico de Comunicação.
 

O lançamento do trabalho composto pela compilação da entrevista feita a Fernando Pessa pelos estudantes do curso de Comunicação da Secundária de Palmela, é a primeira homenagem do distrito àquele que era o mais velho jornalista do mundo no activo. Para João Reis Ribeiro, presidente do Conselho Executivo da escola, trata-se do reviver da memória de “quem cativou pela espontaneidade e pela juventude de um homem de quase 95 anos”.
 

A iniciativa inédita, na região, mostra que “mesmo com poucos meios podem ser feitas coisas” nas escolas, adianta Reis Ribeiro ao acrescentar que “o mais importante é que haja vontade para as fazer”. O trabalho “até saiu barato” acrescenta ao referir a mobilização de professores, alunos e pessoal não docente na realização deste projecto. O encontro entre o jornalista e os alunos, ocorrida há cinco anos, foi realizado no âmbito das iniciativas promovidas ao longo daquele ano lectivo com diversas personalidades nacionais, entre as quais o historiador José Hermano Saraiva.
 

Fernando Luiz de Oliveira Pessa, que completou 100 anos no dia 15 de Abril, faleceu no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, onde estava internado desde 25 de Março. Natural de Aveiro, iniciou carreira na Emissora Nacional e acompanhou a II Guerra Mundial na BBC. Em 1978 integrou os quadros da RTP, mas a sua colaboração com a estação pública de televisão é anterior a essa data. A sua carreira tem prémios sem conta, entre os quais a Ordem do Infante, recebida em 1981, e a distinção de Grande Oficial da Ordem de Mérito, recebida dez anos depois, das mãos de Mário Soares. seta-9269893