[ Dia 20-05-2002 ] – Sindicatos acusam Governo de promover o desemprego.

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O desemprego voltou a subir, no distrito de Setúbal, situando-se agora nos 10,1%. Os números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) preocupam as estruturas sindicais que, por via das medidas de contenção do Governo, começam já a temer um aumento ‘galopante’ dos níveis do desemprego.

Os dados relativos ao mês de Março são preocupantes, dizem os sindicatos ligados à CGTP/Intersindical, uma vez que representam cerca de 32.500 pessoas sem trabalho, no distrito. Rui Paixão, coordenador da União de Sindicatos de Setúbal (USS) sustenta que “a tendência de aumento” dos números do desemprego no distrito resultam de “decisões que vieram agravar ainda mais uma situação de debilidade do tecido empresarial”.

Acusando o Governo de coligação PSD/PP de uma “excessiva dramatização” do défice das contas públicas com o objectivo de “fazer esquecer a incapacidade e falta de vontade política para resolver os problemas estruturais do país”, o sindicalista reafirma a decisão da CGTP de rejeitar o Orçamento Rectificativo, aprovado com os votos dos partidos de esquerda no parlamento.

O dirigente sindical diz que se trata de um conjunto de medidas “profundamente negativo” uma vez que “vão agravar a situação do país, anulam as perspectivas de desenvolvimento sustentado e degradam as condições de vida dos trabalhadores”.

Dispostos a protestar na rua contra as medidas governamentais, os dirigentes da USS marcaram para dia 5 de Junho um plenário distrital de dirigentes e activistas sindicais. No dia 20 do mesmo mês será realizado o Dia Nacional de Luta que prevê uma manifestação em Lisboa. seta-1758132