[ Dia 31-05-2002 ] – Setúbal contra política europeia de pescas.

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Pescadores de todo o país concentram-se hoje (31 de Maio), em frente à Assembleia da República em protesto contra o projecto de reforma da política de pescas da União Europeia (UE).

A proposta é vista como capaz de “matar” o sector pesqueiro em Portugal, afirma Joaquim Piló do Sindicato Livre dos Pescadores, e tem a objecção dos trabalhadores, dos armadores, do Governo e da oposição.

Os pescadores do distrito de Setúbal vão engrossar a manifestação desta sexta feira frente à Assembleia da República por considerarem que a proposta da União Europeia “é a sentença de morte” das pescas portuguesas, afirma Joaquim Piló, do Sindicato Livre dos Pescadores.

Com as restrições à pesca, por causa da ameaça de extinção de algumas espécies, os armadores portugueses estão a braços com ‘ameaças’ de paralisação das frotas e o incentivo ao abate de embarcações. Uma medida que “não pode ser aplicada” ao sector, sob pena de “dizimar” toda a frota portuguesa, adianta o dirigente sindical, ao garantir que os armadores portugueses “já abateram o que tinham a abater”

Uma opinião que é partilhada pelo dirigente da Sesibal, cooperativa de pescas de Setúbal e Sesimbra, Ricardo Santos, ao afirmar que o futuro de Portugal passa, exactamente, pela modernização, para que os barcos “disponham, no mínimo, de meios de habitabilidade e condições de transporte de pescado”.

De acordo com os números da Comissão Europeia, a reforma da política das pescas levará ao desemprego cerca de 28 mil pescadores do espaço comunitário, prevê o fim dos subsídios à modernização da frota e o reforço dos prémios para abate de embarcações. A proposta vai ser discutida na próxima reunião do Conselho de Ministros das Pescas, a 11 de Junho, no Luxemburgo. seta-6489656