[ Dia 11-04-2003 ] – Empreendimentos vão promover revitalização da Mata de Sesimbra.

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Empreendimentos vão promover
revitalização da Mata de Sesimbra

“Pôr em causa a Mata de Sesimbra é algo de virtual” defende Amadeu Penim, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, que vê nos empreendimentos turísticos previstos para o local uma “possibilidade de revitalização da mata” já que, de acordo com o presidente, existem “zonas na mata que foram objecto de incêndios” e zonas onde os “pinheiros tiveram de ser cortados devido a doença” e vão com este projecto ser “concertadas”.

O empreendimento foi transferido da área protegida da Aldeia do Meco para a Mata de Sesimbra, fruto do acordo entre o Estado, o município e os promotores. Este acordo trouxe algumas “vantagens ao município pondo termo a sete processos” que a Aldeia do Meco efectuou, em que “eram solicitadas indemnizações ao município”, e para além da transferência do local, o empreendimento foi destinado “exclusivamente a ocupação turística de qualidade”. Amadeu Penim afirma que “está prevista no PDM a construção na Mata de Sesimbra” e no Meco tal não se verificava.

O autarca afirma que numa primeira fase se vai proceder à “elaboração de um Plano de Gestão Ambiental” da mata que definirá “em que áreas poderão ser edificados os empreendimentos turísticos”. Também se procederá à concretização de um Plano de Pormenor para a zona, para “definir o que vai ser construído nas áreas que não sofrem impacto ambiental”. Depois de concluídos, “estes planos serão sujeitos a inquérito público”, de modo a possibilitar aos munícipes a sua intervenção no processo.

Amadeu Penim considera ainda que “este empreendimento é importante dada a necessidade de postos de trabalho”, já que a pesca, principal actividade da região, deixou praticamente de existir e “o turismo de Sesimbra é neste momento praticamente sazonal”. O presidente defende que “são necessárias outras formas de cativar mais gente para Sesimbra na época baixa” e vê neste mega projecto uma oportunidade para “continuar a trabalhar no sentido de tornar agradável viver no concelho” tendo em conta uma “estratégia concertada”.

Quando confrontado com algumas críticas por parte de dois colegas do próprio partido, que estão contra o acordo, Amadeu Penin classifica-as como “atitudes meramente pessoais por situações antigas” e acusa os militantes de quererem “desfazer o trabalho do partido”, afirmando que a atitude destes militantes culminou com um voto de censura do partido, por unanimidade. seta-6620691