[ Dia 24-09-2003 ] – À Flor da Relva por Paulo Sérgio

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À FLOR DA RELVA
por Paulo Sérgio
(jornalista da Sport TV)
 

Esperemos que tenha sido apenas
um dia mau…

Foi uma esp

écie de regresso ao passado. No domingo, frente ao União da Madeira, o Vitória de Setúbal voltou a apresentar-se como uma equipa, lenta, sem chama e que deu sempre a ideia de que não sabia como ganhar o jogo. No fundo, parecia que estávamos a ver uma partida da época passada. Será que está de regresso a maldição do Bonfim? Não creio. Mas se assim for, o melhor mesmo é matar de vez a tal maldição que tantos dissabores criou na época passada.

É certo que a exibição foi fraca. Mas quem analisar friamente o jogo chega rapidamente à conclusão que há algumas explicações para essa exibição menos conseguida. Sandro e Bruno Ribeiro, dois titulares indiscutíveis, não puderam jogar, embora por razões diferentes. Hugo Henrique, o único ponta de lança da equipa, está lesionado e Carlos Carvalhal não vai poder contar como ele durante mais algumas semanas. Por fim, o União da Madeira veio a Setúbal jogar com muita gente de características defensivas. E, como se sabe, quando assim é ou as coisas correm bem e aparece um golo rapidamente ou então é a carga de trabalhos que todos vimos.

Causa efeito da má exibição de domingo foi a enorme assobiadela que a equipa ouviu ao longo de quase toda a segunda parte e depois de terminado o jogo. Confesso que tento compreender a insatisfação dos adeptos sadinos embora não concorde com os assobios. Bem sei que o ideal seria ganhar todos os jogos, principalmente em casa, mas isso é muito difícil para não dizer impossível. Mais situações como as que se passaram no domingo vão acontecer e é preciso que os adeptos estejam preparados para isso. Não me canso de o dizer. Até porque basta olhar para os resultados que se verificaram este fim-de-semana para se perceber que na Liga de Honra, jogar em casa não é uma vantagem por ai além. É verdade que a equipa teve um dia mau mas precisa, sobretudo, de ser apoiada pelos sócios e não o oposto.

Digerido, na medida do possível, este desaire. Para os sadinos a próxima ronda oferece outra deslocação de elevado grau de dificuldade. A visita a Matosinhos e o jogo com o Leixões não vai ser nada fácil. Os comandados de Abílio Novais também são candidatos assumidos à subida de divisão. Para além disto, e pelo que se sabe, há uma relação complicada entre o presidente do Leixões e Carlos Carvalhal, o actual treinador dos setubalenses e o ex-técnico dos matosinhenses. Assim sendo no jogo de domingo parece que se jogam mais do que os 3 pontos. Esperemos, apenas, que a vitória sorria aos sadinos. seta-9645576